Amores Perros é premiado em Tóquio

O filme mexicano "Amores Perros" e seu diretor, Alejandro Gonzales Iñáritu, foram homenageados com os prêmios de melhor filme e melhor diretor, respectivamente, do XIII Festival Internacional de Cinema de Tóquio, que ocorreu hoje na cidade. A produção é um estudo sobre a vida dos habitantes da Cidade do México e dos conflitos do ser humano, que, segundo o diretor, "é dotado de natureza divina", narrado com a ajuda de cachorros, "que obedecem seu instinto natural antes de tudo".Ao receber o troféu, o diretor mexicano, de 37 anos, se mostrou radiante de felicidade pelo reconhecimento duplo a seu trabalho. "Tratarei de misturar saquê e tequila para celebrar esta noite", disse ele ao receber o prêmio na sala Orchard de Tokio, em meio às ovações do público. Quando ouviu o resultado da premiação, o primeiro abraço que Gonzales deu foi no ator Emilio Echevarría, que estava sentado a seu lado, e o segundo foi no diretor espanhol Mateo Gil que, sentado do outro lado, esperava receber algum dos troféus por seu filme Nadie conoce a nadie, que não recebeu nenhum.A distinção pela Melhor Contribuição à Arte foi compartilhada por One more day, do diretor roteirista iraniano Babak Payami, e Ritual, do japonês Hideaki Anno. O melhor roteiro foi o do filme americano Keeping the faith, de Edward Norton.O vencedor do prêmio de Melhor Ator foi Moussa Maaskri, por sua interpretação em Mondialito, dirigido por Nicolas Wadimoff, enquanto o de Melhor Atriz foi para Jennifer Jason, uma das turistas encalhadas no deserto da Namíbia no filme The king is alive, de Kristian Levring. O prêmio Especial dos Jurados foi para Virgin stripped bare by her bachelors, dirigido pelo sul-coreano Hong Sang Soo.O júri do Festival, presidido pelo alemão Volker Scholdonforff, diretor de O tambor de lata, escolheu os vencedores entre os 16 filmes finalistas da Competição Internacional, que tinha um total de 447 produções procedentes de meia centena de países. O Festival Internacional de Tóquio tem reconhecido, ao longo de suas 13 edições, o valor dos filmes de língua espanhola.Em 1991, o argentino Miguel Pereira obteve o prêmio de melhor diretor por La última coscha, e um ano depois a atriz mexicana Lumi Cavazos recebeu um prêmio por "Como água para chocolate", enquanto o espanhol Julio Medem recebeu o de melhor direção por "Vacas".O produtor venezuelano José Novoa foi agraciado em 1995 por Sicario, e em 1998 foi o espanhol Alejandro Amenabar quem o ganhou por Abre los ojos.Na edição do ano passado, os atores espanhóis Carlos Alvarez-Novoa e María Galiana receberam o reconhecimento do Festival por Solas, o primeiro longamentragem do diretor Benito Zambrano.

Agencia Estado,

05 de novembro de 2000 | 23h41

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