REUTERS/Mario Anzuoni/File Photo
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'Amor, Sublime Amor' decepciona e arrecada somente US$ 10 milhões

Disney e 20th Century Studios gastaram US$ 100 milhões para reviver a história de amor shakespeariana

Agências, Reuters

13 de dezembro de 2021 | 08h07

O público norte-americano não abriu a carteira para ver a famosa rivalidade entre os Sharks e os Jets na telona.

Amor, Sublime Amor, remake de Steven Spielberg para o musical clássico, não arrecadou muito dinheiro em sua estreia, com meros US$ 10,5 milhões nos cinemas norte-americanos.

O desempenho é preocupante, porque a Disney e a 20th Century Studios gastaram US$ 100 milhões para reviver a história de amor shakespeariana para os tempos modernos e podem perder milhões, a menos que Amor, Sublime Amor sobreviva nas bilheterias durante a temporada de festas de fim de ano e do Oscar. 

Pode ser que o filme atraia público entre o Natal e o Ano Novo, mas é uma estreia ruim para um dos filmes mais aclamados pela crítica esse ano — e que estreou exclusivamente nos cinemas.

Embora todos os novos musicais tenham encontrado dificuldade em atrair o público em tempos de covid-19, é preocupante tanto para os cinemas quanto para os estúdios que Amor, Sublime Amor,  uma das histórias mais amadas dos filmes musicais e que foi dirigida por um dos diretores mais bem-sucedidos de Hollywood, tenha vendido menos que Em um Bairro de Nova York (US$ 11,5 milhões na estreia), um musical que estreou simultaneamente no HBO Max.

"No passado, nós vimos musicais se conectarem com críticos e com o público e ficarem muito tempo em cartaz", disse David A. Gross, que dirige a consultoria de cinema Franchise Entertainment Research. "Mas isso aconteceu no passado. As condições para que o público vá aos cinemas seguem prejudicadas. Se Amor, Sublime Amor quiser ter lucro, precisa ir bem tanto internacionalmente quanto nacionalmente."

Após recordes de bilheteria em outubro, graças a Venom: Tempo de Carnificina e 007: Sem Tempo Para Morrer, o número de espectadores caiu.

Isso certamente vai mudar na semana que vem, quando a Sony lançar Homem-Aranha: Sem Volta para Casa. O que está claro, no entanto, é que pessoas mais velhas não têm se interessado em voltar aos cinemas. A maioria dos títulos que tiveram sucesso comercial são voltados a homens jovens.

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