AFP/Jorge Guerrero
AFP/Jorge Guerrero

Almodóvar recebe troféus de melhor filme e direção nos prêmios de Goya

O reconhecimento da academia espanhola não era garantido, pois nem sempre ela compartilha a devoção internacional ao diretor

AFP, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2020 | 22h34

Pedro Almodóvar foi o grande vencedor da cerimônia do Goya neste sábado, 26, coroando seu autobiográfico Dor e Glória com sete estatuetas, entre elas, melhor filme, melhor direção e melhor roteiro original.

"Vocês nos deixaram muito felizes esta noite", disse Almodóvar aos membros da Academia de Cinema, que também premiaram Antonio Banderas, seu alter ego no filme, como melhor ator.

O filme, ambientado na infância e na juventude de Almodóvar, também foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, e Banderas a melhor ator.

No entanto, o reconhecimento da academia espanhola não era garantido — nem sempre ela compartilha a devoção internacional ao diretor.

Apesar de ter sido indicado para melhor diretor em nove ocasiões anteriores, Almodóvar só ganhou o prêmio com Tudo Sobre Minha Mãe (1999) e Volver (2006). Seu filme mais premiado internacionalmente, Fale com Ela (2002), vencedor do Oscar de melhor roteiro original, ganhou o Goya apenas de melhor música.

Lamentando o tratamento injusto de suas produções, Almodóvar chegou a romper os laços com a academia espanhola e, durante anos, não frequentou a Goya.

A tragicomédia argentina Odisseia dos Tontos também foi premiada como melhor filme ibero-americano na cerimônia do "Oscar dos filmes espanhóis". É a segunda vez que o diretor Sebastián Borensztein vence nesta categoria, depois de levar o troféu para casa em 2012, com Um Conto Chinês.

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