Alice Braga e Will Smith estrelam 'Eu Sou a Lenda'

Na ficção futurista, NY é tomada por epidemia e Smith, único habitante sadio, tem a missão de curar a cidade

Neusa Barbosa, da Reuters,

08 de janeiro de 2017 | 11h12

Aos 24 anos, Alice Braga tornou-se a atriz brasileira com mais expressiva carreira no cinema internacional. Um ano depois do lançamento da co-produção brasileiro-mexicana Só Deus Sabe, ao lado de Diego Luna, ela conseguiu o único papel feminino da ficção científica Eu Sou a Lenda. O filme, que estréia em circuito nacional nesta sexta-feira, 18, é estrelado por Will Smith (À Procura da Felicidade). Veja também:Trailer de 'Eu Sou a Lenda' Na seqüência de Eu Sou a Lenda, um dos maiores sucessos de bilheteria do ano passado nos EUA, Alice Braga já engatou quatro outros trabalhos internacionais: Blindness, adaptação do livro Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, dirigida pelo brasileiro Fernando Meirelles; Crossing Over, de Wayne Kramer, estrelado por Harrison Ford e Sean Penn; Redbelt, de David Mamet, em que contracenará com o brasileiro Rodrigo Santoro, e ainda está filmando no Canadá Repossessing Mambo, de Miguel Sapochnik, ao lado do ator inglês Jude Law. Por conta dessa filmagem, a atriz, que é sobrinha de Sonia Braga, nem pôde vir ao Brasil participar das entrevistas de lançamento de Eu Sou a Lenda, no Rio de Janeiro, no último final de semana. Vieram apenas o diretor do filme, Francis Lawrence (de Constantine), o roteirista Akiva Goldman e o astro Will Smith. Nesta ficção futurista, Smith, que se prepara para completar 40 anos em setembro, assume mais uma vez o papel de herói. O ano é 2012. Nova York tornou-se uma cidade deserta, onde as suas largas avenidas transformaram-se em matagais, seus imensos edifícios, em estruturas abandonadas. Nas ruas atulhadas de detritos, um único carro, um possante Shelby Mustang GT-500, passa a toda velocidade. Dentro dele, Robert Neville (Smith), e sua cadela, a pastora alemã Sam. Médico virologista, Neville é o único habitante humano sadio de Manhattan. Todos os demais ou morreram ou foram transformados em pavorosos zumbis canibais, que saem à noite à caça de carne. Apesar de não serem exatamente vampiros, eles também têm pouca resistência à luz. Neville, portanto, só circula durante o dia à procura de algum outro ser humano que possa ter sobrado da maciça contaminação que varreu o país, quem sabe o mundo. O culpado: um vírus que surgiu de um tratamento pioneiro que, anos atrás, erradicou o câncer, mas gerou este terrível efeito colateral. Quando a tarde cai, Neville e Sam recolhem-se à sua casa na Washington Square, fechando portas e janelas previamente fortalecidas com barras metálicas. Tudo para resistir aos ataques das hordas canibais. No subsolo, o virologista realiza experiências com animais - e, quando consegue, com algum zumbi -, procurando chegar a uma vacina, a uma fórmula que reverta os efeitos da epidemia. Por uma incrível coincidência, ele é, misteriosamente, o único ser humano imune, ainda que seja mordido pelos canibais. Fora os sucessivos fracassos com seus experimentos científicos, a solidão está enlouquecendo Neville, que perdeu a mulher e a filha em circunstâncias que o filme revela aos poucos. Em "flashbacks", traça-se o histórico do surgimento da doença, a quarentena da cidade e o mergulho no caos. Numa noite em que ele, numa atitude suicida, expôs-se a um ataque massivo dos zumbis, é salvo por uma misteriosa mulher, Anna (Alice Braga). Ela veio de Maryland, trazendo um menino (Charlie Tahan), depois de ter sintonizado o emissor de sinais de rádio deixado por Neville numa ponte. Anna teve notícias de que há outros sobreviventes em Vermont, mas agora o médico está cético demais para acreditar. Enquanto isso, a vacina aplicada numa zumbi começa a fazer efeito. Ela está, aos poucos, recuperando o aspecto humano normal. Eu Sou a Lenda é a terceira adaptação cinematográfica do livro homônimo de Richard Matheson, lançado em 1954. A primeira foi em 1964, em Mortos que Matam, de Sidney Salkov, tendo como protagonista Vincent Price. A segunda, em 1971, A Última Esperança da Terra, de Boris Sagal, estrelada por Charlton Heston.

Tudo o que sabemos sobre:
Eu Sou a Lendaestréias

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.