"Alexandre" de Oliver Stone estréia no Brasil

O épico Alexandre, de Oliver Stone, chega hoje aos cinemas do País, mostrando a biografia do conquistador macedônio que unificou as cidades-Estado gregas e ampliou o reino na direção da Ásia, até o limite da Índia. Alexandre, interpretado por um Colin Farrell de cabelos compridos e loiros, é considerado pelos historiadores um dos maiores conquistadores do mundo helênico. E sua vida pessoal tem lances que seriam prato cheio para a imprensa sensacionalista das sociedades modernas, como por exemplo a ligação quase incestuosa com a mãe, Olímpias (Angelina Jolie), a relação duvidosa com o amigo de infância Heféstion (Jared Leto) e o clima de disputa estabelecido com uma de suas esposas, a princesa iraniana Roxana (Rosario Dawson). Logo após o assassinato do pai, o general Felipe (Val Kilmer, irreconhecível), ele assumiu o trono, eliminou os inimigos mais próximos e partiu para a conquista da Pérsia, um opositor de longa data. Depois de derrotar Dario, o poderoso imperador persa, não parou mais. Acompanhado de amigos e generais, dedicou-se a ampliar os domínios de seu reino por toda a Ásia durante 10 anos de campanha. Nesse período, preservou antigos inimigos e os transformou em aliados, promoveu um intercâmbio de culturas, incentivou a miscigenação com os conquistados e adotou alguns de seus costumes. Mais do que um conquistador, era um unificador. Com essa atitude, Alexandre causou inveja, ciúmes e desconfiança dentro de seu círculo mais íntimo. E logo foi tomado pela paranóia, vendo em todos a sua volta potenciais usurpadores do império. Voltou-se contra alguns de seus amigos, matou alguns com suas próprias mãos, mandou executar outros por alta traição. Quando Heféstion morre, Alexandre se isola ainda mais. Cercado por intrigas, acaba definhando e morre sem deixar um herdeiro, nem um possível sucessor. Seu império acaba dividido entre os generais que o acompanharam. Apoiado na tecnologia digital, Stone recria os Jardins da Babilônia e as grandiosas batalhas empreendidas por Alexandre com uma exuberância e um realismo raramente vistos no cinema atual.

Agencia Estado,

14 de janeiro de 2005 | 12h26

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.