Britta Pedersen/EFE
Britta Pedersen/EFE

Albânia cruel de Marston encerra lista dos candidatos ao Urso de Ouro

Filme teve segunda melhor recepção do público, depois do longa do iraniano Ashgar Farhadi

EFE

18 de fevereiro de 2011 | 15h48

O filme The Forgiveness of Blood, do americano Joshua Marston, fechou nesta sexta-feira as exibições dos longas-metragens aspirantes ao Urso de Ouro do Festival de Berlim, que tem como favorito o iraniano Nader and Simin, A Separation, de Ashgar Farhadi.

As duras leis internas da Albânia rural, filmadas pelo diretor nova-iorquino que em 2004 ganhou o prêmio Alfred Bauer com sua estreia - Maria Cheia de Graça -, é o tema deste drama de sangue e vingança, cujo estopim é uma disputa entre vizinhos.

"Não me interessa fazer um retrato de violência em si, mas do que ela esconde", explicou o diretor, que está de volta ao festival que alçou seu nome e o da atriz de seu primeiro filme, a colombiana Catalina Sandino-Moreno, à primeira linha internacional.

No longa-metragem, estão de volta os rostos adolescentes, de Tristan Halilaj e Sindi Lacej, os dois irmãos que recebem a tarefa de cuidar da família quando o pai foge para escapar tanto da justiça rural quanto da oficial.

Marston teve a segunda melhor reação do público em Berlim - depois da de Farhadi -, em um festival um tanto cansado após um desfile de 16 candidatos marcado pelos nomes jovens e no qual os dois únicos veteranos são os favoritos a levar o Urso.

O claro favorito é Farhadi, com seu magnífico Nader and Simin, A Separation, um filme que coloca o espectador na Teerã de hoje, habitada por seres de carne e osso, com todas suas diferenças e semelhanças aos cidadãos ocidentais.

Seria o Urso "fácil", contra o qual ninguém reclamaria, mas que dificilmente perderia o rótulo de prêmio politicamente correto, como uma mensagem de solidariedade a seu compatriota Jafar Panahi, membro "ausente" do júri por estar cumprindo uma condenação por conspiração em seu país.

Entre os dois filmes latino-americanos na competição, El Premio, da argentino-mexicana Paula Markovitch, e Un Mundo Misterioso, do argentino Rodrigo Moreno, é quase certo que a primeira leve algum prêmio, a menos que ocorram surpresas.

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