'Ainda há esperanças de libertação', diz advogado de Polanski

Cineasta teve apelação de liberdade negada pela Justiça da Suíça, onde está detido a pedido dos EUA

Efe,

06 de outubro de 2009 | 15h42

PARIS - O advogado de Roman Polanski afirmou que "ainda há uma esperança" de que o cineasta seja libertado. Ele está preso desde o dia 25 de Setembro, na Suíça, atendendo a um pedido da justiça americana, que deseja sua extradição, acusando o diretor de ter violentado uma garota de 13 anos em 1977.

 

Existe a possibilidade de que o tribunal federal de Bellizone, onde Polanski está detido, aceite concedê-lo uma liberdade vigiada, explicou Georges Kiejman, encarregado da defesa do diretor, no canal de televisão France 24. "Não foi a justiça suíça que aceitou o pedido (de extradição)", ressaltou o advogado, que entende que se trata de uma "decisão de estado, que podemos qualificar de administrativa ou política".

 

No caso da decisão do tribunal - que pode aceitar a libertação de Polanski, de 76 anos - ser desfavorável, o advogado recorrerá da sentença.

 

O cineasta foi preso quando chegava à Suíça para participar de um festival no qual seria homenageado. Polanski é acusado de oferecer champagne e um antidepressivo a Samanta Geimer, na época com 13 anos, durante um teste de modelos em 1977, e depois estuprá-la. Inicialmente, ele foi considerado culpado de seis acusações criminais, incluindo estupro por meio de drogas, abuso infantil e sodomia.

 

O diretor pediu a mudança da acusação para a de ato sexual ilegal - cuja pena é menor. O juiz concordou em ignorar as outras acusações e sentenciou o diretor a permanecer preso por 90 dias para uma avaliação psiquiátrica.

 

No entanto, ele foi solto 42 dias depois por um avaliador que o considerou mentalmente são e com poucas chances de voltar a cometer os mesmos delitos. O juiz decidiu voltar a prendê-lo pelos 48 dias restantes e, depois, Polanski deveria aceitar uma "deportação voluntária". O cineasta fugiu dos Estados Unidos em 2 de fevereiro de 1978, dia em que receberia a nova sentença, e passou a viver em Paris. Autoridades de Los Angeles consideram o cineasta um condenado foragido.

 

O diretor de "Chinatown", "O Bebê de Rosemary" e "O Pianista" atualmente luta contra a extradição para os EUA. Sua prisão tem causado grande polêmica internacional, envolvendo os governos americanos, francês e suíço, além de personalidades do cinema.

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