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Affonso Uchôa, Pasolini e mais filmes para conferir no streaming

Com cinema e teatro no fim da fila das regras de flexibilização, os lançamentos continuam chegando às plataformas, que estão virando as novas salas, palco para inúmeras estreias

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2020 | 01h30

E o streaming não para. Com cinema e teatro no fim da fila das regras de flexibilização, os lançamentos continuam chegando às plataformas, que estão virando as novas salas, palco para inúmeras estreias. 

Distribuidores e exibidores já se indagam o que será do ‘novo normal’, quando tudo isso tiver passado e o público estiver mais acostumado a ver as coisas nas outras janelas que se abriram, e consolidaram. Uma questão para se discutir.

Mas isso é coisa para depois. O programa Belas Artes À La Carte segue com novas atrações, e a Mubi inicia na quarta, 3, uma parceria com o Festival Olhar de Cinema, de Curitiba, com oito títulos que marcaram as edições anteriores do evento.

A Vizinhança do Tigre

Antes de passar em Curitiba, o longa de Affonso Uchôa já arrebatara o olho do cinéfilo ao vencer a Mostra Aurora, do Festival de Tiradentes. Quatro jovens, quatro amigos da periferia de Contagem. A cidade que integra a região metropolitana de Belo Horizonte virou um dos maiores celeiros de criadores do cinema brasileiro, com reconhecimento internacional. O final, com os amigos naquele passeio de skate, já é, em definitivo, um momento digno de antologia.

Disponível na Mubi, a partir de quinta-feira, 4.

 

Gaviões e Passarinhos

Em 1965, o cineasta italiano Pier-Paolo Pasolini (1922-1975) já tinha filmes como Desajuste Social, Mamma Roma e O Evangelho Segundo Mateus no currículo. Mais do que em qualquer dos anteriores, ele rompeu com normas e regras narrativas com esse filme que não se assemelha a nenhum outro. Logo em seguida, veio o episódio A Terra Vista da Lua, de As Bruxas (do qual também faziam parte Mauro Bolognini, Vittorio De Sica, Franco Rossi e Luchino Visconti), que talvez seja sua obra-prima. Aqui, a fábula converte-se em cinema da poesia. Para quem entra no clima, o episódio de São Francisco, com Totò, e o corvo intelectual beira o sublime.

Disponível no Belas Artes À La Carte.

 

Hahaha

Quem ama Eric Rohmer e a nouvelle vague nunca vai deixar de reconhecer a importância de Bong Joon-ho e seu Parasita, mas o melhor do cinema sul-coreano será sempre Hong Sang-soo. Não é preciso muita coisa nos filmes dele. Pessoas bebendo, conversando. O que bebem não dá para conferir, mas a conversas, os afetos são sempre de primeira. Um diretor de cinema e seu amigo crítico encontram-se numa cidade litorânea. Lembram-se do ano passado, não em Marienbad, mas ali mesmo, quando conheceram um guia cultural que também é poeta e sua mulher.

Também disponível no Belas Artes À La Carte.

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