Acordo muda regras para campanha pelo Oscar

Um acordo entre os gigantes da indústria cinematográfica americana mudou as regras para as campanhas pelo Oscar. Agora, os estúdios que fazem parte da Motion Picture Association of America, não vão mais enviar cópias em vídeo e DVD aos 5.600 eleitores do Oscar, que se quiserem votar precisarão ver os filmes nos cinemas. Alega-se que a medida foi tomada para combater a pirataria de filmes. Mas os estúdios independentes já reclamam, pois seus filmes são exibidos em menos salas de cinema. ?Sabemos que estas cópias de promoção são apenas uma pequena parte da pirataria, mas estou tratando de tapar todo vazamento que se encontrar nesta represa?, disse o vice-presidente da associação dos estúdios, Jack Valenti, em nome dos estúdios Disney, Warner Bros., Paramount, MGM, Universal, Sony e 20th Century Fox. Do lado dos pequenos, executivos de pequenos estúdios afirmam que a competição pelo voto dos integrantes da Academia ficará desigual. Suas empresas não têm recursos para promover, como fazem os grandes estúdios, as várias sessões fechadas para eleitores da Academia, e nem para pagar as maciças campanhas publicitárias pedindo votos para o Oscar. A polêmica surge num momento em que os filmes independentes, ou produzidos por pequenos estúdios, têm alcançado sucesso no Oscar. O maior exemplo é O Pianista, distribuído pela Focus Features, que venceu este ano os prêmios de melhor direção, roteiro adaptado e ator. Apesar de criticado, o acordo entre os grandes estúdios pode até mesmo beneficiar os pequenos. Como eles não fazem parte da Motion Picture Association of America, não estão obrigados a parar com o envio de cópias promocionais.

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