Academia de Hollywood pede solução para greve de roteiristas

A greve, que entra no quarto mês, pode comprometer cerimônia do Oscar prevista para o próximo dia 24

Efe

08 Fevereiro 2008 | 03h50

O presidente da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas, Sid Ganis, pediu nesta quinta-feira ao Sindicato de Roteiristas dos EUA (WGA) uma rápida resolução para a greve da categoria, que já entrou em seu quarto mês.   Ganis mantém contato com representantes dos roteiristas há semanas, mas nenhum deles deu uma resposta definitiva sobre o futuro da cerimônia de entrega do Oscar, prevista para 24 de fevereiro.   "Nosso tempo está se esgotando. Precisamos saber qual é a decisão o mais possível por uma questão de logística; temos candidatos ao prêmio e apresentadores potenciais que vivem em diferentes partes do mundo", disse Ganis à revista "Variety".   "Estou nervoso. Estamos nos aproximando dos últimos momentos e temos de fazer planos", admitiu.   Membros do sindicato indicaram nas últimas semanas sua intenção de não fornecer qualquer permissão à Academia para organizar a festa, mas Ganis afirmou que não recebeu qualquer resposta oficial dos grevistas.   "Solicitamos várias vezes uma permissão para seguir adiante com nossos planos", disse Ganis, que informou que o último pedido foi feito na segunda-feira à tarde.   Representantes do WGA disseram ao presidente da Academia de Hollywood que ele poderia obter a resposta a seu pedido ao longo desta semana.   Ganis se mantém esperançoso, já que todos os roteiristas indicados ao Oscar participaram nesta segunda-feira do almoço organizado pela Academia no hotel Beverly Hilton de Los Angeles.   "Estamos felizes em ver que as negociações parecem chegar a sua conclusão. Quero que todos voltem a seus postos de trabalho", acrescentou.   Enquanto espera pela decisão final do WGA, Ganis anunciou que estão em andamento os preparativos para dois tipos de premiação, ma admitiu que preferiria organizar "o plano A antes de apelar ao B".

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