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Academia dará mais um Oscar para a monarquia britânica?

O que terá a coroa britânica que fascina os acadêmicos de sua antiga colônia?

EFE

03 de janeiro de 2011 | 14h34

O Oscar tem excelentes relações com a monarquia britânica. A tradição começou com Charles Laughton como Henrique VIII em Os Amores de Henrique VIII (1933) e agora pode premiar Colin Firth como George VI em O Discurso do Rei.

O que terá a coroa britânica que fascina os acadêmicos de sua antiga colônia? Será sua perfeita dicção, seu protocolo insuperável ou sua intensa ligação com a história do país? Tudo indica que Hollywood voltará a ceder seu cetro em forma de "cavalheiro dourado" a uma interpretação ostentosa e muito "british".

Colin Firth, que no ano passado foi indicado ao prêmio por Direito de Amar, pode seduzir a academia pela particularidade de interpretar um gago, o rei George VI.

Laughton inaugurou a honrada lista de intérpretes que fizeram o deleite do prêmio mais popular da indústria do cinema, ao ser reconhecido em 1933 com Os Amores de Henrique VIII.

Henrique VIII concedeu ainda uma das sete infrutíferas indicações a Richard Burton em Anna dos Mil Dias (1969) - em que Geneviève Bujol também foi finalista como Ana Bolena - e, como coadjuvante, transformou em finalista Robert Shaw em O Homem que não Vendeu sua Alma (1966).

O fundador da Igreja Anglicana foi o primeiro e único rei inglês a receber um Oscar porque, na realidade, a estatueta premiou mais as rainhas.

A americana Katharine Hepburn levou o terceiro de seus quatro Oscars ao interpretar Leonor de Aquitânia, rainha consorte da França e da Inglaterra, em Leão no Inverno (1968). Seu trabalho recebeu o apoio de um ator que, como Burton, teve várias indicações, Peter O'Toole, que viveu seu marido, Henrique II da Inglaterra.

Katharine já havia interpretado Mary Stuart para o cineasta John Ford, um papel que rendeu a Vanessa Redgrave uma indicação ao Oscar em Mary Stuart, Rainha da Escócia (1971).

Aliás, Vanessa interpretará no próximo filme de Roland Emmerich, Anonymous, a rainha mais oscarizada, Elizabeth I. Para Judi Dench bastaram apenas 15 minutos em sua pele para ganhar seu único Oscar, em Shakespeare Apaixonado (1998).

Já a "rainha virgem", de Cate Blanchett, ficou em duas ocasiões perto de ganhar o prêmio em Elizabeth (1998) e sua sequência.

Judi já havia concorrido ao Oscar por retratar com sutileza e elegância o romance da rainha Vitória com um plebeu em Sua Majestade, Mrs. Brown (1997).

Helen Mirren interpretou duas rainhas que seduziram a academia: primeiro a rainha Charlotte, em As Loucuras do Rei George (1994), que rendeu tanto a ela quanto ao ator que interpretou o rei George III, Nigel Hawthorne, indicações ao prêmio.

Doze anos depois, a atriz assumiu um trabalho introspectivo titânico na pele de Elizabeth II em A Rainha e levou quase todos os prêmios desse ano, inclusive, o Oscar.

A mãe da atual rainha da Inglaterra e esposa de George VI, interpretada por Helena Bonham Carter em O Discurso do Rei, recebeu quase todas as indicações ao pré-Oscar.

Por obra e graça de William Shakespeare, Laurence Olivier foi candidato ao Oscar por dois reis medievais: Henrique V - papel que também fez de Kenneth Branagh finalista, e Ricardo III (1996), embora já tenha sido premiado ao dar vida a um príncipe fictício e dinamarquês chamado Hamlet (1996).

E, apesar de não serem ingleses, outros monarcas foram coroados com a estatueta dourada: Yul Brynner viu seu trabalho recompensado como o rei Sião em O Rei e Eu (1956), e, na direção dos herdeiros da coroa, Audrey Hepburn debutou no Oscar com a rebelde princesa de A Princesa e o Plebeu (1953).

Falando em princesas, a que investiu no meio artístico foi Grace Kelly: recebeu um Oscar por Amar é Sofrer (1954) - para surpresa de Judy Garland, a grande favorita - antes de ser coroada princesa de Mônaco.

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