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‘A Série Divergente: Insurgente’ é 2ª parte de franquia bem-sucedida

Filme estreia nesta quinta-feira, 19, em 803 salas brasileiras

Mariane Morisawa, Especial para O Estado de S. Paulo

19 Março 2015 | 03h00

LOS ANGELES - Na esteira do sucesso de Crepúsculo e Jogos Vorazes, muitas adaptações tentaram atrair os adolescentes – ou “jovens adultos”, como são chamados na indústria os fãs desse tipo de história. Divergente, dirigido por Neil Burger, foi um dos poucos a garantirem a continuidade da franquia, com uma bilheteria mundial de US$ 288,7 milhões. O estúdio foi rápido e, um ano mais tarde, coloca nos cinemas A Série Divergente: Insurgente, segunda parte da adaptação dos best-sellers de Veronica Roth, que estreia nesta quinta-feira, 19, no Brasil em 803 salas. 

O produtor Doug Wick acredita haver um fundamento básico para uma franquia dessas ser bem-sucedida, pelo menos em termos de arrecadação: usar os mesmos critérios de sempre para avaliar o material, sem tentar apenas surfar uma onda. “Nem todos os filmes baseados em livros para jovens adultos deram certo. Quando Gladiador saiu, também foram lançadas várias produções parecidas que jamais deveriam ter sido feitas”, disse em mesa-redonda para a imprensa internacional em Los Angeles.

Mas é claro que o fenômeno que foi Jogos Vorazes ajudou a dar o sinal verde a Divergente, ainda um manuscrito quando Wick e Lucy Fisher compraram os direitos do livro, publicado em abril de 2011 nos Estados Unidos. Suzanne Collins já tinha lançado toda a trilogia de romances Jogos Vorazes, Em Chamas e A Esperança, e a primeira parte da série com Jennifer Lawrence estreou em março de 2012 – Divergente, o filme, chegou dois anos mais tarde. Jogos Vorazes serviu, principalmente, para derrubar o mito de que homens não querem ir ao cinema para verem mulheres protagonistas. “Foi um grande alívio não sermos pioneiros nisso”, disse Fisher. 

Curiosamente, a quase certeza do estúdio Lionsgate de que possuía agora um sucesso nas mãos teria sido a razão pela qual o diretor Neil Burger não pôde fazer o segundo capítulo da franquia, entregue a Robert Schwentke. “Quando estávamos terminando Divergente, quisemos refilmar certas coisas, porque o estúdio nos deu mais recursos para fazer cenas que antes não cabiam no orçamento”, contou Wick. Só que, no mesmo período, era preciso iniciar a pré-produção de A Série Divergente: Insurgente. “Tínhamos de começar a rodar o segundo longa em março, e as refilmagens aconteceram em janeiro.” 

A bilheteria confortável de Divergente permitiu um orçamento maior em Insurgente, que tem menos cenas de luta e mais sequências com efeitos visuais espetaculares. Desta vez, a protagonista Tris (Shailene Woodley), junto com o namorado Quatro (Theo James), o irmão Caleb (Ansel Elgort) e o sempre imprevisível Peter (Miles Teller), está em fuga, depois de ser acusada de devastar a facção Abnegação, à qual pertenciam seus pais. Para quem não se lembra, a série se passa numa Chicago pós-apocalíptica em que a sociedade é dividida em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. Jeanine (Kate Winslet), líder do grupo elitista Erudição, persegue os Divergentes, aqueles que, como Tris, contam com características de mais de uma das facções e são considerados uma ameaça. Jeanine acredita que só um Divergente especial pode abrir uma caixa com uma mensagem fundamental dos antepassados. Outro sinal do sucesso são as novas adições do elenco. Além de Kate Winslet, vencedora do Oscar por O Leitor (2008), de Stephen Daldry, Insurgente tem Naomi Watts (que disputou duas estatuetas), como a comandante dos Sem Facção, e Octavia Spencer, ganhadora do troféu de coadjuvante por Vidas Cruzadas (2011), de Tate Taylor, no papel da lider da facção Amizade. Mas os produtores tiveram também um misto de sorte e sensibilidade ao escolher seus atores jovens: Shailene Woodley, Ansel Elgort e Miles Teller viraram nomes bastante requisitados da indústria. 

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