A "pottermania" já entrou em cartaz

Sobrou para as corujas. Na Inglaterra, onde Harry Potter e a Pedra Filosofal estreou na última sexta-feira, aumentou muito a procura por corujas-brancas-reais - mesma espécie de Edwiges, a mascote do jovem bruxo. Temerosos de que os animais possam sofrer maus-tratos (ao contrário do que se mostra no filme, corujas não podem ser confinadas em pequenas gaiolas) os especialistas britânicos têm apelado aos pais que não presenteiem as crianças com a ave.No Brasil, o anúncio do filme não chegou a despertar precauções contra o incremento do tráfico de aves de rapina, mas os fãs de Harry Potter estão, a exemplo de como estavam seus colegas ingleses e americanos, ansiosos com a chegada do personagem aos cinemas.Ricardo Szperling, gerente de programação do Cinemark - que, só em São Paulo, vai exibir 37 cópias da fita a partir dessa sexta-feira -, conta que o número de ligações para as bilheterias do grupo "aumentou consideravelmente" desde a divulgação do filme. "De 10 pessoas que ligam para a gente, 9 querem saber sobre ingressos para Harry Potter", diz. Em tempo: as salas Cinemark começarão a vender os disputados bilhetes só na sexta-feira, dia da estréia.Para manter a curiosidade sob controle, os aficcionados têm recorrido às informações dos poucos colegas de fanatismo que conseguiram ter acesso à sessão do filme realizada na última semana, em nove salas, para jornalistas e convidados."Me tornei uma espécie de embaixadora de assuntos ´potterianos´ na Internet brasileira", diz a estudante de jornalismo Anna Carolina Fagundes, 20 anos, criadora da página Guia de Harry Potter (www.sobresites.com/harrypotter/) e uma das fãs presentes à exibição prévia. "Cortaram muita da história, mas o filme é bom", opina ela. "Mas continuo com a minha versão na cabeça".Anna Carolina participa de vários grupos de internautas adoradores de Potter, e conta ter conhecido mais de 500 pessoas pela rede. E que nas últimas semanas, impulsionada pela proximidade do lançamento do filme, a troca de informações esteve bem mais animada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.