'A Loja Mágica de Brinquedos' é fantasia para crianças

Dustin Hoffman é Sr. Magorium, dono de um lugar mágico onde brinquedos ganham vida

Alysson Oliveira, da Reuters,

07 de novembro de 2014 | 19h14

Ao transformar a realidade em fantasia, o cinema tem criado espaço para que lugares encantados possam existir materialmente. Foi assim com Willie Wonka, em A Fantástica Fábrica de Chocolate, de Tim Burton, e é também o que acontece com o Sr. Magorium (Dustin Hoffman) e sua empresa, em A Loja Mágica de Brinquedos, que estréia na quinta-feira, 15, em circuito nacional (com cópias dubladas e legendadas).  Veja também:Trailer de 'A Loja Mágica de Brinquedos'   A loja, como já diz o título, é um lugar mágico, onde brinquedos ganham vida e as crianças se divertem com animais de pelúcia que andam de um lado para outro, sem medo. O proprietário tem 243 anos e acha que está na hora de finalmente se aposentar, abrindo a possibilidade para ser sucedido pela gerente do local, Molly (Natalie Portman, de V de Vingança). Porém, ela não tem certeza de que é a pessoa mais indicada para o cargo. Insegura, a jovem não sabe se quer essa responsabilidade. Antes, ela foi uma pianista promissora, mas sua carreira não decolou, provocando frustração.  Entra em cena o contador Henry (Jason Bateman, de Separados Pelo Casamento), a quem o Sr. Magorium chama de "mutante". O rapaz veio fazer uma auditoria de todos os brinquedos para tentar organizar 114 anos de bagunça nos livros de contabilidade. Quando essa ordem finalmente é instalada, a loja sofre uma mudança misteriosa: tudo fica acinzentado. Os brinquedos estão lá, mas tornam-se silenciosos e sem vida.  Para recuperar o brilho e a alegria do lugar, Molly, Henry e o pequeno Eric (Zach Mills, de Hollywoodland - Os Bastidores da Fama) deverão buscar respostas dentro de si.  A idéia do diretor e roteirista Zach Helm não tem maiores novidades. Mas a forma como lida com o material dá vigor ao filme, que dialoga melhor com as crianças que com os adultos. Entre os temas que aborda, estão a celebração da vida e a aceitação da morte como mais uma fase da existência humana.

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