A hora e a vez de repensar a Embrafilme

A Embrafilme foi criada por meio de um decreto em 1969. De economia mista, ao longo dos anos, acumulou as funções de financiar, produzir e co-produzir curtas e longas-metragens, selecionar projetos e até mesmo fiscalizar a atividade cinematográfica e distribuir filmes nacionais. O ciclo vai apresentar dados, números e questões cruciais que servem de ferramenta para se pensar as novas diretrizes das leis do cinema nacional. "A Embrafilme chegou a competir de igual para igual com grandes distribuidoras. Em 79, 81 e 82, o cinema nacional chegou a ocupar 35% do mercado. É uma marca histórica que serve de parâmetro até hoje", diz Calil. Amanhã é a vez de Roberto Farias, cineasta e também ex-diretor da Embrafilme, discutir A Embrafilme e a Atual Política Audiovisual Brasileira. Contraponto interessante vem na quinta, com A Atualidade da Embrafilme na Política Audiovisual, ministrada por Gustavo Dahl, diretor-presidente da Ancine e responsável pelo Departamento de Comercialização da Embrafilme nos anos 70. "Farias e Dahl representam grupos e interesses distintos na atual movimentação da regulamentação do cinema nacional", comenta Cesar Filho. Fechando o ciclo, na sexta, os pesquisadores José Mario Ortiz Ramos e Maria Arminda Arruda discutem as Contradições Estado e Cinema. A mostra de curtas e longas começa hoje, às 15 horas, com Pixote, A Lei do mais Fraco, de Hector Babenco. "A seleção mostra a diversidade. Ao mesmo tempo em que se apostava em sucessos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, produções menos óbvias como curtas-metragens e filmes de arte tinham seu espaço", explica Cesar Filho.Embrafilme, filmes e Debates. Centro Cultural Banco do Brasil - Cinema (80 lug.). R. Álvares Penteado, 112, Centro, 3113-3651. De Terça a dom., 15h. 18h, e 20h. R$ 2 e R$ 4. Até 6/3

Agencia Estado,

22 de fevereiro de 2005 | 16h18

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