'A Grande Beleza' confirma favoritismo no Oscar

'A Grande Beleza' confirma favoritismo no Oscar

Vitória do longa divide os críticos do Caderno 2, Luiz Zanin e Luiz Carlos Merten

O Estado de S. Paulo

02 de março de 2014 | 23h52

O diretor italiano Paolo Sorrentino confirmou seu favoritismo e levou o Oscar 2014 de melhor filme estrangeiro por A Grande Beleza. Ele já havia levado o Globo de Outro na categoria, e o resultado desta noite só confirmou a qualidade do longa.

Na opinião do crítico de cinema do Caderno 2, Luiz Zanin Oricchio, qualquer outro resultado seria injusto. "É um dos grandes filmes italianos dos últimos tempos com sua visão decadentista da sociedade italiana da era Berlusconi."

Já para o crítico do Caderno 2 Luiz Carlos Merten, o resultado, embora esperado, foi decepcionante. "Sorrentino fez um filme de brilho visual, mas fraudulento. O resultado foi profundamente injusto na medida em que deixou de recompensar dois filmes bastante superiores: o documentário A Imagem que Falta e a ficção Omar. Qualquer um dos dois traria um depoimento muito mais forte sobre as contradições do mundo moderno.

Tributo ao futebol

Assim que desceu do palco, o cineasta italiano Paolo Sorrentino, explicou aos jornalistas o fato de ter agradecido a Maradona, entre cineastas como Fellini e Scorsese. "Todos são campeões e me ensinaram a como fazer um grande espetáculo. Por isso incluí o jogador", informa o enviado especial a Los Angeles, Ubiratan Brasil.

Sorrentino também detalhou o motivo por misturar músicas sagradas e profanas na trilha sonora:"Roma é um exemplo perfeito dessa convivência - é lá, por exemplo, que fica o Vaticano. Por isso usei a música para mostrar essa mistura."

 

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