"A Dona da História" brinca com os rumos da vida

Adaptada do texto de João Falcão, a comédia romântica A Dona da História, de Daniel Filho, conta a história de Carolina, uma mulher em crise, após 31 anos de um casamento feliz. Ela se encontra consigo mesma quando jovem e começa a especular se tomou os caminhos certos na vida. Marieta Severo é Carolina nos tempos de hoje, mãe de três filhos, classe média, dona de casa e casada com Luís Cláudio, papel de Antonio Fagundes. Débora Falabella vive Carolina na juventude, quando sonhava em ser atriz e participava de protestos contra a ditadura militar só para conhecer novos rapazes. Foi onde começou a namorar o jovem comunista Luís Cláudio, Rodrigo Santoro. "Não é muita sorte que o amor da sua vida tenha aparecido justamente na sua vida", diz a veterana para a jovem no primeiro "encontro". Depois que as duas Carolinas se "conhecem", a cada decisão da jovem sonhadora, um futuro diferente é redesenhado para a cinqüentona. Daniel Filho explora essas idas e vindas no tempo e discute assuntos como o desejo juvenil e o amor maduro, faz comentários sobre os períodos históricos visitados pelos personagens e joga com as linhas narrativas. Ele ganha ao assumir a fabulação como a imaginação da personagem em crise. Este é o sétimo longa do diretor, que não está ligando muito se os críticos vão tachar o filme - a exemplo de Olga - de novelão. Está confiante na atuação dos atores. "A Marieta é literalmente a dona da história. Durmo tranqüilo", diz ele.

Agencia Estado,

01 de outubro de 2004 | 16h38

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