"A Conspiração" resgata gênero do thriller político

Uma mulher indicada paravice-presidente dos Estados Unidos teria deslizes no passado, umprato cheio para um senador da oposição. Esta é, a história deA Conspiração, que resgata um gênero esquecido em Hollywood,o thriller político.Laine Hanson (Joan Allen) é uma senadora do PartidoDemocrata que, após a morte do vice-presidente, está na corridapara a indicação do seu substituto, feita pelo presidente ereferendada pelo Congresso. Um outro senador, só que republicano Shelly Runyon (Gary Oldman), prefere outro candidato e com umzelo obsessivo que parece xerocado de um tristemente ilustresenador da vida real, Joseph McCarthy, o da caça às bruxas, virapelo avesso a vida da senadora. Seus métodos são baixos e eleconsegue descobrir que Laine teria participado de uma orgia numritual de iniciação numa fraternidade universitária, quando eracaloura.O filme não tem um pingo de imparcialidade. Éfrancamente liberal e democrata. Também não esconde referênciasevidentes ao escândalo de Monica Lewinsky e o presidente BillClinton. Mas Laine tem uma diferença com relação a Clinton, quea deixa a anos-luz dele: a senadora se recusa a responder asperguntas de todo mundo, dos repórteres ao senador vilão.Joan Allen, à frente de um elenco afiado, dá um showparticular como a senadora. A Conspiração tem muito a seufavor, mas sobretudo porque é um filme que conta bem umahistória e mostra coragem ao tocar em assuntos que parecem tabuno cinema pasteurizado que Hollywood manda para seuspúblicos-alvos pelo mundo.

Agencia Estado,

25 de outubro de 2001 | 18h31

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