"A Árvore da Vida" exalta paisagem iraniana

Um jovem diretor só consegue realizar seus primeiros longas-metragens no Irã se driblar a rigorosa censura dos aiatolás. Para materializar o drible, o bom senso recomenda duas alternativas. A primeira lança mão de roteiros protagonizados por crianças e adolescentes (caso dos emblemáticos primeiros filmes de Abbas Kiarostami, criador do Departamento de Cinema do Centro Para o Desenvolvimento Intelectual da Criança e Jovens, e do inesquecível Balão Branco, de Jafar Panahi). A segunda opção consiste em exaltar as exóticas belezas do país asiático e encontra seu paradigma no deslumbrante Gabbeh, de Mohsen Makhmalbaf.Farhad Mehranfar, depois de realizar dezenas de curtas-metragens e documentários e estrear nos longas com Aviões de Papel (1997), tomou o caminho de Gabbeh. Ou seja, mergulhou de corpo e alma nas belezas naturais e na lendária tradição cultural do povo persa. O resultado é a fábula A Árvore da Vida, que estréia de hoje no Top Cine.Claro que A Árvore da Vida não traz a complexidade das obras mais recentes de Kiarostami (Gosto de Cereja e O Vento nos Levará) e Jafar Panahi (O Círculo). Mas tem ingredientes de sedução similares aos de Gabbeh, por sinal um dos maiores (senão o maior) sucessos comerciais do cinema iraniano no circuito brasileiro. O que não é pouco.Leia mais

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