67º Festival de Cannes começa dia 14 com seleção diversa e veteranos em destaque

Edição será a última dirigida por Gilles Jacob, que deixa a Croisette após 50 anos

Flavia Guerra, O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2014 | 21h49

A 67ª edição do Festival de Cannes começa no dia 14 de maio com um grande desafio à frente. Depois de 50 anos no comando do mais importante festival de cinema do mundo, Gilles Jacob, de 82 anos, passa o bastão para Pierre Lescure, de 68 anos, cofundador do Canal Plus.

Esta é sua última vez como presidente geral do festival que ajudou a consolidar. Ao longo das últimas décadas, descobriu e revelou ao mundo talentos que mudaram a história do cinema. Até hoje, ao lado do diretor artístico Thierry Frémaux, Jacob destacou cinematografias de todo o mundo.

 

 

Para esta edição, não vai ser diferente. A lista dos 18 longas-metragens que concorrem à Palma de Ouro, estão desde os queridinhos de Cannes, como os irmãos Dardenne, Mike Leigh, Ken Loach, david Cronenberg, Olivier Assayas, Atom Egoyan, Naomi Kawase.

Ainda que figurinhas carimbadas do festival estejam ausentes este ano, como o ‘persona non grata’ Lars Von Trier, Woody Allen e o espanhol Pedro Almodóvar, diretores que chamam atenção dos mais atentos à inovação de linguagem ganham destaque. É o caso dos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, que com seu cinema sempre rigoroso já levaram duas Palmas para casa. Desta vez, chegam com Deux Jours, Une Nuit (Dois dias, uma noite), estrelado pela francesa Marion Cotillard. Destaque também para Atom Egoyan que leva seus suspense Captives à Croisette.

E como Cannes não sobrevive sem o tradicional desfile de celebridades em seu tapete vermelho, longas de David Cronenberg e Bennet Miller prometem alimentar os ávidos fotógrafos.

O primeiro dirigiu Maps to the Stars, que, ao fazer um retrato de uma típica família de Hollywood, leva para a telona um elenco estelar, formado por nomes como Julianne Moore, Robert Pattinson (que já havia trabalhado com o diretor canadense em Cosmópolis), John Cusack, Mia Wasikowska e Carrie Fisher. O segundo leva Foxcatcher, protagonizado por Mark Ruffalo, Steve Carell, Vanessa Redgrave, que prometeu ir à Croisette para a première mundial do longa.

Eles encabeçam uma seleção que prima pela diversidade, mas que não incluiu nenhuma obra brasileira. Desta vez, o Brasil só participa do festival nas mostrar paralelas. Ainda que de forma indireta, o País está presente na seção Un Certain Regard com O Sal da Terra, documentário sobre o fotógrafo Sebastião Salgado, dirigido por Wim Wenders e pelo filho de Sebastião, Juliano Ribeiro Salgado.

 

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Já na Quinzena dos Realizadores, o curta Sem Coração, de Nara Normande e Tião, integra a competição. Rodado no litoral de Alagoas, nas praias de São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, conta a história de um garoto que se apaixona por uma garota que usa marca-passo e por isso é chamada de Sem Coração.

De volta à seleção oficial, que Jacob garantiu que vai continuar primando também pela inovação, há ainda nomes não tão famosos da sétima arte, como

O mestre Jean-Luc Godard, que nunca levou uma Palma de Ouro, compete este ano com Adieu au Langage. Já entre as homenagens, Sophia Loren é a estrela da vez. Vencedora da Palma de Ouro de Melhor Atriz em 1961 por Duas Mulheres (La Ciociara) e presidente do júri em 1966, Loren acompanhará este ano a projeção de A Voz Humana, filme que marca o retorno de seu filho, Edoardo Ponti, ao cinema. Após a exibição, a atriz ministrará uma aula magna.

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