61.º Festival de Cinema de Veneza dá a largada

O 61.º Festival Internacional de Cinema de Veneza começa neste 1.º de setembro, na Sala Grande, a principal do evento, no Palácio do Festival, com a exibição de O Terminal, novo arrasa-quarteirão de Steven Spielberg. A história se repete: em 1998, o mesmo Spielberg, e sua equipe, tomaram a Serenissima de assalto para fazer a pré-estréia mundial de O Resgate do Soldado Ryan, coincidentemente estrelado por Tom Hanks, também o astro de O Terminal. Veneza, como de resto os outros dois grandes festivais do mundo, Cannes e Berlim, jogam essa cartada dupla - entre a arte e o comércio que, nem sempre, diga-se, são excludentes. São 21 filmes em competição, dos quais, por definição, pouco se sabe antes de tudo começar, pois a regra número 1 de festivais que se levam a sério exige ineditismo dos concorrentes. Quase metade dos filmes em competição são europeus, na linha dos filmes de arte com o restante ficando basicamente entre obras asiáticas e dos Estados Unidos. Este ano, Veneza terá poucos filmes do Oriente Médio e da América do Sul.Brasil e América Latina estão fora do 61.º Festival International de Cinema de Veneza. Aliás, o Brasil, ao contrário do que aconteceu por anos seguidos, não tem um único representante no festival italiano, nem mesmo nas mostras secundárias. ESTRELAS que muito provavelmente desfilarão na passarela de Veneza: Scarlett Johansson (foto), Monica Bellucci, Tom Cruise, Robert De Niro, Renée Zellweger e Nicole Kidman DESTAQUES: Le Chiavi di Casa do italiano Gianni Amelio, Vera Drake do britânico Mike Leigh, Land of Plenty do alemão Wim Wenders, Cinq Fois Deux do francês François Ozon, Promised Land, do israelense Amos Gitai, Birth (foto) do britânico Jonathan Glazer, do espanhol Alejandro Amenábar, Mar Adentro,entre outros FORA DA COMPETIÇÃO: O Terminal, de Steven Spielberg, She Hate Me, de Spike Lee; La Demoiselle d?Honneur, de Claude Chabrol, The Manchurian Candidate, de Jonathan Demme, Collateral, de Michael Mann e O Quinto Império, de Manoel de Oliveira HOMENAGENS: O cineasta português Manoel de Oliveira (foto), de 96 anos, e o norte-americano Stanley Donen, de 80 anos, serão os homenageados desta edição, porque "são dois grandes diretores que continuam trabalhando e que deixaram uma marca profunda no cinema do século 20, contribuindo para sua redefinição e modernidade". Oliveira estréia em Veneza seu filme O Quinto Império - Ontem como Hoje, baseado na peça El-Rei Sebastião (1949), de José Régio (1901-1969). Stanley Donen é diretor, entre outros, de Sete Noivas para Sete Irmãos (1954). JÚRI: O júri será presidido pelo cineasta britânico John Boorman, e terá Wolfgang Becker (Alemanha, diretor), Mimo Calopresti (Itália, diretor), Scarlett Johansson (EUA, atriz), Spike Lee (foto) - EUA, diretor, Dusan Makavejev (Sérvia e Montenegro, diretor), Helen Mirren (Grã-Bretanha, atriz), Pietro Scala (Itália, montador) e Xu Feng (China, produtora). PRÊMIOS: O Leão de Ouro para melhor filme, e mais poucos outros prêmios, pois o Festival de Veneza, como os demais europeus, é conciso nesse quesito: Leão de Prata - Grande Prêmio do Júri, Leão de Prata - Prêmio Especial pela Direção, Coppa Volpi para ator, Coppa Volpi para atriz, Osella por uma contribuição técnica de especial importância, e Prêmio Marcello Mastroianni a um jovem ator ou atriz emergente. Total: sete prêmios. E ponto final. HISTÓRIA: O Festival de Cinema de Cannes nasceu em 1932, como parte da já tradicional mostra de artes, a 18.ª Bienal de Veneza. As grandes autoridades italianas aprovaram unanimemente a criação do evento que não competitivo, mas apenas uma mostra de filmes famosos que se tornariam clássicos do cinema: It happened one night by Frank Capra, Grand Hotel by Edmund Goulding, The Champ by King Vidor, Frankenstein by James Whale, Zemlja by Aleksandr Dovzenko, Gli uomini che mascalzoni by Mario Camerini e A Nós a Liberdade, de René Clair. A lista de diretores incluiu ainda: Raoul Walsh, Ernst Lubitsch, Howard Hawks, George Fitzmaurice, Maurice Tourner. Grandes astros e estrelas apareciam nas telas: Greta Garbo, Clark Gable, Norma Shearer, James Cagney, Ronald Colman, Loretta Young, John Barrymore, Joan Crawford e Vittorio De Sica, atraindo mais de 25 mil espectadores. O segundo festival ocorreu em 1934 e nele começou a competição entre os filmes exibidos. Em 1935, o festival recebeu filmes de vários países, em 1937 foi construído o Palazzo del Cinema, em 1938 houve a primeira retrospectiva e a presença da grande diva do cinema Marlene Dietrich consagrou o evento como um palco de estrelas. Nos anos 40, a 2.ª Grande Guerra empalideceu o evento que só retomou seu esplendor em 1947...Confira os filme que competem pelo Leão de Ouro: Le Chiavi di Casa, de Gianni Amelio (Itália-França-Alemanha) Mar Adentro, de Alejandro Amenábar (Espanha) Lavorare con Lentezza, de Guido Chiesa (Itália) L´intrus, de Claire Denis (França) Rois et Reine, de Arnaud Desplechin (França) Promised Land, de Amos Gitai (Israel-França) Birth, de Jonathan Glazer (EUA) Café Lumière, de Hou Hsiao-Hsien (Japão) Ha-ryu-in-saeng, de Im Kwon-taek (Coréia) Shijie, de Jia Zhangke (China-Japão) Vera Drake, de Mike Leigh (Reino Unido) Stray Dogs, de Marziyeh Meshkini (Irã) Howl´s Moving Castle, de Hayao Miyazaki (Japão) Vanity Fair, de Mira Nair (EUA) 5 x 2 (Cinq Fois Deux), de Francois Ozon (França) Delivery, de Nikos Panayotopoulos (Grécia) Ovunque Sei, de Michele Placido (Itália) Udalionnyj Dostup, de Svetlana Proskurina (Rússia) Palindromes, de Todd Solondz (EUA) Land of Plenty, de Wim Wenders (Alemanha) Tout un Hiver Sans Feu, de Greg Zglinski (Suíça) Lista da mostra Horizontes: Un Mundo Menos Peor, de Alejandro Agresti (Argentina-Itália) Mysterious Skin, de Gregg Arakki (EUA) Les Revenants, de Robin Campillo (França) Ambasadori, Cautam Patrie, de Mircea Danieluc (Romênia) Les Petits Fils, de Ilan Duran Cohen (França) La Femme de Gilles, de Frederic Fonteyne (Bélgica-França-Luxemburgo) A Love Song for Bobby Long, de Shainee Gabel (EUA) Stryker, de Noam Gonick (Canadá) The 3 Rooms of Melancholia, de Pirjo Honkasalo (Finlândia-Suécia-Dinamarca) Criminal, de Gregory Jacobs (EUA) L´enfant Endormi, de Yasmine Kassari (Marrocos-Bélgica) Vento di Terra, de Vincenzo Marra (Itália) Saimir, de Francesco Munzi (Itália) Agnes und seine Brüder, de Oskar Roehler (Alemanha) Yesterday, de Darell James Roodt (África do Sul) Te lo Leggo in Gli Occhi, de Valia Santella (Itália) Zulu Love Letter, de Ramadam Suleman (África do Sul) Izo, de Miike Takashi (Japão) Familia Rodante, de Pablo Trapero (Argentina-Espanha) Vital, de Shinya Tsukamoto (Japão) Filmes fora da competição La Demoiselle D´honneur, de Claude Chabrol (França) Come Inguaiammo il Cinema Italiano. La vera storia di Franco e Ciccio , de Daniele Ciprì & Franco Maresco (Itália) Il Resto di Niente, de Antonietta De Lillo (Itália) The Manchurian Candidate, Jonathan Demme (Inglaterra) She Hate Me, de Spike Lee (Estados Unidos) Collateral, de Michael Mann (Estados Unidos) L´amore Ritrovato, de Carlo Mazzacurati (Itália) Nastroyschik Kira Muratova (Romênia) O Quinto Império, de Manoel de Oliveira (Portugal) Steamboy, de Katsuhiro Otomo (Japão) The Merchant of Venice, de Michael Radford (Índia) The Terminal, de Steven Spielberg (Estados Unidos) Rudao Longhu Bang, de Johnnie To (China) Eros, de Wong Kar-wai, Steven Soderbergh, Michelangelo Antonioni Shark Tale, de Eric "Bibo" Bergeron, Vicky Jenson, Rob Letterman

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