5.º Oscar das salas de cinema: Cinema 3D

Tão longe, tão perto - É tri bom: você se sente dentro do filme. É tri diferente: Real D, Dolby Digital e Imax, os três sistemas que produzem essa experiência

O Estado de S.Paulo,

20 de fevereiro de 2009 | 00h13

'Fundo do Mar 3D': imagem do filme para Imax parece interagir com o espectador  Diante de concorrentes como o DVD e a internet, os grupos de cinema vêm tentando reinventar as salas de exibição como espaço insubstituível para a experiência cinematográfica. Um exemplo deste esforço é o investimento nas salas 3D. Só em São Paulo, mais de dez salas foram equipadas com a tecnologia nos últimos dois anos. Mesmo com ingressos que custam quase o dobro (em média, R$20) do que os das salas convencionais e poucos filmes no cardápio, o cinema tridimensional atrai curiosos em conferir a evolução do sistema. Com os antigos óculos de papelão de lentes coloridas a sensação de tridimensionalidade era reduzida pela baixa definição das cores, perda de luminosidade e cansaço dos olhos após uso prolongado. Agora, não só os óculos evoluíram, mas também a projeção, que no Brasil é realizada por meio de diferentes tecnologias: o Real D e o Dolby Digital e, na sala Imax (sigla para 'Image Maximum'), o ‘Rolling loop’. Para ajudar a diferenciar esses sistemas e mostrar quais são seus pontos altos e baixos, o Guia escutou dois professores de física.  Walmir Thomazi, do Departamento de Física da PUC, e Leonardo Lago, consultor de projetos em educação científica, avaliaram três salas. Na pioneira Eldorado Cinemark, que utiliza o sistema Real D, e no Multiplex Bristol, que tem o Dolby Digital, eles assistiram à animação ‘Bolt-Supercão’. Já na recém-inaugurada Imax o filme em cartaz era o documentário ‘Fundo do Mar 3D’. Entenda como seus olhos recebem as cenas em 3D e depois divirta-se experimentando as imagens que parecem saltar da tela.  REAL DTecnologia lançada há mais de 15 anos, o Real D possui uma pequena tela na frente do projetor pela qual a imagem passa, é polarizada (são escolhidos determinados planos de vibração da luz) e depois refletida na tela, que é de cor prata. São usados óculos de plástico que funcionam como um filtro, selecionando as ondas de luz emitidas em diferentes intensidades pelo projetor. "Para sentir a tridimensionalidade é preciso que a luz que chega num olho seja diferente da que chega no outro", diz Walmir Thomazi. "Isso pode ser feito por meio das cores - e por isso os antigos óculos tinham um lado de cada cor - ou pela polarização da luz, que é o caso do sistema Real D." Mesmo com um bom reflexo das imagens na tela prata, os professores apontam que alguns planos de fundo perdem definição neste sistema, usado no Eldorado e nas outras salas 3D da Cinemark. Projetor - Tem uma pequena tela pela qual a imagem passa, é polarizada e depois refletida na telaTela - Prateada, com dimensões de uma tela comum, perde um pouco de definição em alguns planos Óculos - De plástico, funcionam como um filtro selecionando as ondas de luz emitidas pelo projetor IMAXFoto: Felipe Rau/AEInaugurada em janeiro no Shopping Bourbon, a sala possui sistema ‘Rolling Loop’, que consiste em duas faixas de filmes que correm simultaneamente pelo projetor. A tecnologia permite que o frame fique imóvel quando projetado, evitando cenas tremidas ou borradas. Enquanto isso, cada lente dos óculos 3D capta imagens de uma das faixas e o cérebro trabalha para juntá-las. "As duas faixas aumentam o ângulo que produz o efeito tridimensional", explica Thomazi. A sensação do 3D é potencializada pela tela de 16 metros de altura por 22 de largura - cerca de três vezes o tamanho de uma tela comum.  Projetor - Opera no ‘Rolling Loop’, que são duas faixas de filme que correm ao mesmo tempo pelo equipamentoTela - Tem 16m de altura e 22m de largura, cerca de três vezes o tamanho de uma tela comum Óculos - Cada lente capta imagens de uma das faixas de filme e o cérebro é responsável por juntá-las DOLBY DIGITALCom um mecanismo de microespelhos dentro do projetor, o sistema projeta a imagem numa tela de cor branca com tratamento perolizado que custa o dobro de uma convencional. Os óculos possuem lentes de cristal coloridas. "O Dolby é parecido com o Real D, mas tem, além da polarização das imagens, a coloração nas lentes, o que potencializa a sensação de tridimensionalidade", aponta Thomazi. "O som é melhor." Projetor - Possui um mecanismo interno de microespelhos Tela - Tem cor branca e recebe um tratamento especial perolizado que a torna mais cara do que a comumÓculos - Têm lentes de cristal coloridas. Após a sessão, são higienizados numa máquinaFoto: Divulgação  Leia mais sobre o 5º Oscar das salas de cinema 

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