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'1917' surpreende e outros quatro filmes aquecem a disputa pelo Oscar

Confira as indicações do Sindicato dos Diretos e União dos Produtores dos EUA e o que pode acontecer no Oscar

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2020 | 09h44

Era uma vez ... em Hollywood, de Quentin Tarantino, 1917, de Sam Mendes, O Irlandês, de Martin Scorsese, Parasita, de Bong Joon Ho e Jojo Rabbit, de Taika Waititi foram nomeados na terça-feira, 8, para o prêmio máximo do Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos (DGA) e pela União dos Produtores dos Estados Unidos (PGA), dois dos indicadores mais importantes do que pode acontecer no Oscar.

Todos os filmes, exceto 1917, que ganhou as principais honras no Globo de Ouro, foram indicados pelas três principais instituições da indústria do cinema.  

A rara confluência de anúncios coloca a temporada de prêmios a toda velocidade. O Oscar será realizado algumas semanas antes do habitual, no dia 9 de fevereiro, reduzindo o calendário pré Oscar.

Os indicados para os prêmios BAFTA, do cinema britânico, também foram revelados: Coringa liderou a lista com 11 menções e a indicação de apenas atores brancos, o que desencadeou críticas imediatamente.

Os analistas do Oscar prestam atenção especial à União de Produtores, que selecionaram 10 filmes este ano. Além de Coringa, História de Casamento, Entre Facas e Segredos, Adoráveis MulheresFord vs Ferrari competirão pelo Prêmio Darryl F. Zanuck, seu maior prêmio. A instituição, agora em sua 31ª edição, tem historicamente servido como um forte indicador para o Oscar.

Nos últimos 30 anos, 21 filmes premiados pela PGA acabaram vencendo o Oscar de melhor filme, incluindo os mais recentes: Greenbook, em 2019, A Forma da Água, 2018. 

Ausências notadas foram A Despedida, O Escândalo e Dois Papas. A guilda de diretores é outro previsor proeminente. Desde 1948, apenas sete filmes premiados pela DGA não ganharam o Prêmio da Academia.

No ano passado, Alfonso Cuarón venceu a DGA antes de subir também com o Oscar. Em seus 71 anos de história, o Oscar nomeou apenas oito mulheres na categoria melhor diretor: a última foi Greta Gerwig, em 2018, para Lady Bird, mas esse ano não foi incluída por Adoráveis Mulheres.

Embora as diretoras tenham tido um ano histórico nas bilheterias em 2019, elas foram alienadas da temporada de prêmios. Os Globos não indicaram nenhuma diretora ou filme dirigido por mulher entre seus 10 candidatos ao melhor filme (cinco drama, cinco comédia).

As nomeações da DGA como diretor estreante foram mais equilibradas. Por este prêmio compete com Mati Diop, por Atlantics; Alma Har'el para Honey Boy, Melina Matsoukas para Queen & Slim, Joe Talbot para Last Black Man in San Francisco, e Tyler Nilson e Michael Schwartz por The Peanut Butter Falcon.

A votação para indicações ao Oscar também terminou na terça-feira. Os candidatos ao Oscar serão anunciados na segunda-feira, 13.

A premiação da União de Produtores será apresentada em 18 de janeiro no Hollywood Palladium em Los Angeles. A premiação da Associação dos Diretores, em 25 Janeiro no Ritz-Carlton em Los Angeles.

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