14.º Anima Mundi exibe curtas sobre urbanismo

Em um hemisfério, um tigre que caminha por uma grande metrópole e a transforma conforme vai se esgueirando por prédios, ruas e avenidas. No outro hemisfério, outra grande metrópole também é transformada, mas enquanto sofre sucessivos ataques de aviões que se jogam contra seus arranha-céus. Uma das cidades é a São Paulo do curta Tyger, do brasileiro Guilherme Marcondes, um dos mais de 400 filmes que serão exibidos no 14.º Anima Mundi e tem sessão nesta quinta-feira, às 15 horas, na sala 1 do Memorial da América Latina. A outra é a Nova York de Flesh, do francês Edouard Salier, que tem sessão às 22 horas, na quinta, também no Memorial. Marcondes inspirou-se em poema de William Blake e empregou várias técnicas de animação para contar a história de um tigre gigante, que caminha pela selva de pedra paulistana, transformando a cidade em uma selva diversa. Flesh é controverso e feito para chocar. O polêmico Salier filma uma Nova York onde as fachadas de seus prédios são imensos telões nos quais são projetadas cenas pornográficas. Uma interpretação metafórica do 11 de Setembro, quando corpos e edifícios da cidade se mesclam em um ataque em massa de aviões a um império em decadência. Uma provocação ao culto da imagem. Na linha de documentários, o ótimo sueco Never like the First Time, de Jonas Odell, passa às 23 horas e conta de forma às vezes lírica, às vezes pontiaguda, crua e chocante, a primeira experiência sexual de vários personagens reais. Entrevistados pelo diretor, suas imagens são criadas em animação enquanto seus relatos são ouvidos em off. 14.º Anima Mundi - Festival Internacional de Animação. Memorial da América Latina. Av. Auro Soares de Moura Andrade 664, Barra Funda, 3823-4600. Salas 1, 2 e 3, de R$ 3 e R$ 6. Sessões Futuro Animador e Animação em Curso, grátis (retirar senha 1h antes). Até 30/7.

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