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'118 Dias', com Gael García Bernal, chega às telonas; veja outras estreias do cinema

Norueguês 'Blind', de Eskil Vogt, também é destaque; confira

Luiz Zanin Oricchio , O Estado de S. Paulo

05 Março 2015 | 09h41

Força Maior (Suécia). De Ruben Öslund. Família sueca passa alguns dias de férias numa estação de esqui francesa. Tudo vai bem, o lugar é paradisíaco, mas quando uma avalanche cai próxima ao restaurante onde almoçam, tudo começa a mudar. O filme é rigorosamente dirigido, e explora o ambiente de neve como uma metáfora para relações humanas problemáticas. Debate temas como o declínio da função paterna no interior da família contemporânea. Ótimas atuações. O filme foi ganhou o Prêmio do Júri na seção Um Certo Olhar, do Festival de Cannes.

Blind (Noruega). Direção de Eskil Vogt. Uma mulher, Ingrid, ficou cega recentemente e se encerra em casa, tentando refazer a vida. Narrado em primeira pessoa, o filme é como se fosse um diário dessa tentativa de recuperação, mesclando fatos reais e fantasias da protagonista. Um interessante ensaio visual sobre justamente a perda do sentido da visão e tudo o que isso implica para a personagem. O filme às vezes exagera no uso de recursos como superposição de imagens e inscrições sobre a tela, tornando-se um tanto poluído. Mas não deixa de ser tocante em certos momentos e instigante em outros. Curiosa semana do circuito de arte em São Paulo, com a estreia deste Blind e de Força Maior, dois filmes escandinavos. Não é sempre que a cinematografia desses países pinta no circuito comercial, nem mesmo nas salas alternativas.

118 Dias (Estados Unidos). História real do jornalista iraniano Maziar Bahari, que trabalha para a Newsweek, e volta ao seu país para cobrir as eleições em que Mahmoud Ahmadinejad e seu opositor, Mir-Houssen Moussavi, disputavam a presidência. Quando Ahmadinejad é reeleito, Bahari filma as manifestações de opositores em Teerã. Acusado de espionagem vai para o cárcere e sofre torturas ao longo de 118 dias. Pressionado, presta depoimento na TV dos aiatolás, dizendo-se arrependido. A história é tocante e diz respeito à questão dos direitos humanos e o dever dos jornalistas de informar ao público o que vê e ouve. Há um porém. Ou vários. Bahari é interpretado pelo mexicano Gael García Bernal (de Amores Brutos e Diários de Motocicleta), que se expressa em inglês. Aliás, o espectador deve aceitar que, no filme, todos os iranianos falem em inglês (com sotaque, evidentemente), mesmo entre eles. Até mesmo o diálogo entre Bahari e sua mãe se dá em inglês. Esse e outros detalhes tiram autenticidade de uma história importante e potencialmente comovente sobre a luta pela liberdade de expressão em meio a uma ditadura disfarçada de democracia.

Amorosa Soledad (Argentina). De Victoria Galardi e Martín Carranza. Soledad foi abandonada pelo namorado e decide tirar dois anos sabáticos na esfera amorosa. A comédia é de 2008 e fez sucesso na Argentina.

Renascida do Inferno (Estados Unidos). Direção de David Gelb. Suspense que parte de uma hipótese improvável: estudantes de medicina descobrem como trazer mortos à vida. Você pode apostar que isso não acaba bem.

Kingsman (Estados Unidos). Direção de Matthew Vaughn. Organização secreta recruta um jovem prodígio para ajudá-la a combater um gênio do mal que ameaça a humanidade. O elenco é de prestígio, com Colin Firth e Samuel L. Jackson.

Simplesmente Acontece (Reino Unido). Rosie e Alex se adoram, mas a amizade passa por uma prova quando o garoto muda-se com sua família para os Estados Unidos.

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