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1000 Filmes do Merten: Enquanto o cinema não abre

Seleção de filmes para ver nas plataformas de streaming inclui o nacional 'Bicho de Sete Cabeças' e o documentário 'Gaza'

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2020 | 03h00

Embora a Prefeitura de São Paulo já tenha divulgado o protocolo para a reabertura das salas de cinema, será preciso esperar pela fase verde da flexibilização. Enquanto isso, o streaming segue sendo a opção mais segura. E sempre com destaques de primeira, como estes a seguir.

Bicho de Sete Cabeças. O longa que Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi adaptaram do livro autobiográfico de Austregésilo Carrano, relatando sua experiência no sistema manicomial, permanece como um dos grandes filmes da chamada “retomada” do cinema brasileiro. Rodrigo Santoro é excepcional no papel. Não é à toa que ganhou todos os prêmios de 2000/2001. Belas Artes à La Carte.

Céu que nos Protege. Como filmar o deserto, após o esplendor das imagens de Lawrence da Arábia, de David Lean? Bernardo Bertolucci e o fotógrafo Vittorio Storaro assumiram o desafio, baseados no livro de Paul Bowles. A crise de um casal, John Malkovich e Debra Winger. O gosto pela viagem. Ele sai para um passeio no deserto africano, ela fica e acorda com esse outro homem (Campbell Scott) nu, na cama. A trilha de Ryuichi Sakamoto contribui para o encantamento. Belas Artes à La Carte.

Baxter, Vera Baxter. Celebrada autora do nouveau roman e roteirista de Alain Resnais no clássico Hiroshima, Meu Amor, Duras disse, certa vez: “Só a coisa escrita permanece. O filme é um fenômeno secundário”. Fala-se muito no seu cinema. Nesse longa de 1977, uma mulher, isolada numa casa de veraneio, Claudine Gabay, recebe a visita da amante do marido, Delphine Seyrig. Surge uma estranha. O que conversam essas mulheres? Mubi.

Gaza. A vida na cidade localizada na estreita faixa de terra que faz fronteira com Egito e Israel. Um enclave palestino, sempre tumultuado pela perene crise do Oriente Médio. Como se leva a vida nessas condições? Destaque na Mostra Mundo Árabe, o belo documentário de Garry Keane e Andrew McConnell será tema de um debate remoto no dia 11, às 17h. A mostra segue até domingo, 13. mundoarabe2020.icarabe.org.

Wittgenstein. O último longa do inglês Derek Jarman, que morreu no ano seguinte, 1993. Depois de São Sebastião, Caravaggio e Edward II, o perfil do filósofo que lidava mal com o sexo e questionava a linguagem. “Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo”, ele diz, numa cena. E, no leito derradeiro: “É a morte que dá à vida sua forma e significado”. Jarman, o mais experimental autor de ficção de sua geração, morreu de aids. Refletia sobre ele mesmo? Belas Artes à La Carte.

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