Angela Weiss/ AFP
Angela Weiss/ AFP

007: Rami Malek afirmou que não aceitaria papel de terrorista motivado por religião ou ideologia

Americano de origem egípcia interpreta vilão no novo filme de James Bond

Redação, AFP

03 de julho de 2019 | 15h21

O ator americano de origem egípcia Rami Malek teria se recusado a interpretar o vilão no novo filme de James Bond, cuja filmagem está em andamento, se o personagem, um terrorista, fosse motivado por  "uma ideologia ou uma religião". 

Ele se certificou do perfil do personagem antes de aceitar o papel, pois temia que suas origens pudessem ajudar a reproduzir um clichê intolerante, segundo declarações ao tablóide britânico Daily Mirror, publicadas na quarta-feira, 2.

Malek, recentemente premiado com o Oscar por sua encarnação do cantor Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody, estabeleceu suas condições para o diretor Cary Fukunaga. "Não podemos identificar (o personagem) com qualquer ato de terrorismo que reflita uma ideologia ou uma religião (...) É por isso que o escolhi (o diretor), para que ele possa contar comigo", afirmou o ator.

O ator, de 38 anos, nasceu em uma família de egípcios que emigraram para a periferia de Los Angeles. Enraizado em suas origens, ele considera que "não há nem primeira geração nem segunda geração" de migrantes. "Eu sou egípcio", disse ele em uma entrevista à revista GQ em 2018.

 

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