Woody Allen dirige no escuro para fazer seu humor mais leve

Muito já foi dito sobre como Woody Allen realizou, na fase com Mia Farrow, os filmes mais ousados e até sombrios de sua carreira, verdadeiras obras-primas como Hannah e Suas Irmãs, Crimes e Pecados, Zelig e A Rosa Púrpura do Cairo, que são, comparativamente, mais leves e divertidos. O casamento terminou com a baixaria que você sabe e aí, curiosamente, Allen libertou-se para fazer filmes que investem num humor mais direto, sem as implicações filosóficas (e até metafísicas) de antes.Isso não significa que Allen tenha desistido de ser crítico e inteligente. É simplesmente a constatação de que ele mudou. Você pode confirmá-lo assistindo a Dirigindo no Escuro, que passa às 16 horas no Telecine Cult. Na história, o próprio Allen faz diretor que ganha ajuda da ex-mulher (Tea Leoni) para retomar a carreira, mesmo que o novo filme que ele vai dirigir seja produzido pelo atual namorado dela.A situação, em si, já forneceria elementos cômicos e dramáticos, mas Woody Allen ainda imaginou que o diretor esteja perdendo a visão (e dependa de um operador oriental com quem não se comunica). Cria-se o pandemônio no set, mas o título original, Hollywood Ending, adverte - termina tudo bem.

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