Veja três destaques de exposições já em cartaz

Produção do século 19 até 2008 pode ser conferida na cidade

Camila Molina, O Estadao de S.Paulo

11 de maio de 2009 | 00h00

Sempre em maio ocorria tradicionalmente em São Paulo o evento Mês da Fotografia, que de uns poucos anos para cá, infelizmente, não tem sido mais realizado. Mas apesar da falta que o importante evento nos faz - e seus organizadores e entusiastas se empenham em restaurá-lo, o gênero fotográfico tem tido destaque, cada vez mais, por meio de uma série de exposições. Além das mostras que estão abrindo agora na cidade, há três, já em cartaz desde abril, que merecem serem vistas: Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer, no Museu de Arte Moderna (MAM); À Procura de Um Olhar: Fotógrafos Franceses e Brasileiros Revelam o Brasil, na Pinacoteca; e O Louvre e Seus Visitantes, com retratos feitos por Alécio de Andrade, no Instituto Moreira Salles.A mostra Olhar e Fingir apresenta no MAM (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3, Parque do Ibirapuera, tel. 5085-1300) faz, com quase 300 imagens, um recorte do amplo acervo do casal de suíços Michel e Michèle Auer, colecionadores de fotografia desde a década de 1960. A exposição, com curadoria do crítico brasileiro Eder Chiodetto e da historiadora francesa Elise Jasmin, perpassa o gênero fotográfico desde o século 19 até os dias de hoje - e vê-se que o destaque fica para imagens de vertente surrealista. Olhar e Fingir fica em cartaz até 28 de junho.Já À Procura de Um Olhar: Fotógrafos Franceses e Brasileiros Revelam o Brasil, até 5 de julho na Pinacoteca (Praça da Luz, 2, tel. 3324-1000) reúne 184 imagens feitas entre 1937 e 2008 no Brasil por Pierre Verger, Marcel Gautherot, Jean Manzon, Olívia Gay, Bruno Barbey, Antoine D?Agata, Claude Lévi-Strauss, Luiz Braga, Mauro Restiffe e Tiago Santana. Misturam-se épocas, olhares, o preto e branco e a cor no percurso da mostra.E, por fim, O Louvre e Seus Visitantes, no Instituto Moreira Salles (Rua Piauí, 844, tel. 3825-2560), se debruça na série de fotografias que o carioca Alécio de Andrade (1938- 2003) clicou por quase 40 anos no mais famoso museu do mundo. A exposição fica em cartaz até 21 de junho.

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