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Veja 10 performances históricas - e polêmicas - de Marina Abramovic

Artista está em São Paulo para apresentar a retrospectiva 'Terra Comunal', que será inaugurada no dia 10 no Sesc Pompeia

Camila Molina, O Estado de S. Paulo

04 Março 2015 | 13h07

 Figura histórica da arte da performance, a sérvia MarinaAbramovic está no Brasil para apresentar a partir desta terça-feira, 10, Terra Comunal, que ficará em cartaz até 10 de maio no Sesc Pompeia.Além de uma retrospectiva de seus trabalhos, o evento terá como destaque aexibição do "método Marina Abramovic", ou seja, uma série deexercícios desenvolvidos pela artista para explorar os limites do corpo e damente - e o público poderá experimentá-los. Enquanto a mostra não se inicia, veja,abaixo, uma seleção de 10 ações já realizadas da performer - algumas delas, perigosas.

 

Rhythm 5 (Ritmo 5), 1974 - Nesse trabalho (foto acima),realizado no Centro do Estudante de Belgrado, a artista armou no chão umaestrutura de madeira no formato de uma grande estrela, deitou-se em seu espaçointerior, vazio, e ateou fogo.   

Rhythm 4 (Ritmo 4), 1974 - Na galeria Diagramma, em Milão,Marina Abramovic agachou-se nua de frente para um ventilador industrial de altapotência e comprimiu seu rosto contra a aparelho a fim de preencher seuspulmões até o limite de seu corpo.

Rhythm 2 (Ritmo 2), 1974 - Em ação realizada no Museu deArte Contemporânea de Zagreb, a artista conseguiu duas pílulas de um hospital,uma para catatônicos e outra para esquizofrênicos. Sentada diante do público,Marina Abramovic tomou a primeira pílula e começou a ter espasmos - e o efeito duroucerca de uma hora. Logo depois, a artista tomou o outro remédio.

Rhythm 0 (Ritmo 0), de 1975 - Nessa que é uma de suas maisfamosas performances - e talvez a de maior risco - a artista colocou 72 itens sobreuma mesa - entre eles, um machado, uma pistola e uma bala de revólver - e ficoupor seis horas na Galleria Studio Morra, de Nápoles, à disposição do públicopara que fizesse o que quisesse com ela, sem resistência. Um espectador chegoua colocar a arma na mão da artista e apontá-la para seu pescoço.

Art Must be Beautiful/Artist Must be Beautiful, 1975 - Em umfestival em Copenhagen, Marina Abramovic ficou escovando seu cabelo com força, violentamente,por menos de uma hora, enquanto repetia a frase: "A Arte deve ser Bela/OArista deve ser Belo".

Breathing in/Breathing Out (Inspirar, Expirar), 1977 - Trabalhorealizado em Belgrado com o parceiro Ulay, artista alemão com o qual realizou famosasperformances nos anos 1970 e 1980. Ajoelhados um de frente para o outro, Marinaesvaziava seus pulmões e Ulay os enchia, criando um movimento contínuo - esufocante - de troca de ar entre os dois.

 

Rest Energy, 1980 - Na performance feita na National Galleryof Art de Dublin (foto acima), Ulay aponta para Marina uma flecha engatilhada emum arco segurado pela artista.

Nightsea Crossing, 1981 - Marina Abramovic e Ulay ficaramsentados, cada um, na cabeceira de uma grande mesa sobre a qual passa umacobra.  Trabalho realizado originalmenteem Sydney.

Os Amantes: A Caminhada da Grande Muralha, 1989 - Paramarcar o fim do relacionamento e da parceria, Marina Abramovic e Ulay realizamuma performance na China. Cada um saiu de uma extremidade oposta da Muralhapara se encontrarem no meio do monumento, depois de meses de caminhadasolitária.

A Casa com Vista para o Mar, 2002 - Marina Abramovic viveupor 12 dias - sem comer nada e em silêncio  - em um cenário criado na galeria Sean Kelly,em Nova York que reproduzia espaços de uma casa. O público podia assistir àperformance.  

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