Vanguarda russa

Chega a São Paulo, a partir de segunda, a exposição histórica com obras do Museu de São Petersburgo

Camila Molina, O Estadao de S.Paulo

12 de setembro de 2009 | 00h00

Existem hoje quatro lugares no mundo para se ver com abrangência a obra de Kazimir Maliévitch (1878-1935), o artista máximo da vanguarda russa: a sala do Centro Georges Pompidou de Paris; a do Museu Stedelijk de Amsterdã; a do Museu Estatal Russo de São Petersburgo e o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo. Não é exagero do cubano Rodolfo de Athayde, um dos curadores da mostra Virada Russa, que será inaugurada na segunda-feira no CCBB: na exposição estão, apenas em um espaço, 17 obras de Maliévitch, inclusive o tríptico Cruz Negra, Quadrado Negro e Círculo Negro, de cerca de 1923. Raramente o conjunto formado pelas três telas fica reunido. Pela primeira vez ele é apresentado no Brasil.

Virada Russa - A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo já passou por Brasília e pelo Rio e pode ser considerada uma das principais mostras feitas este ano no País. Reunindo 123 obras entre pinturas, esculturas, cartazes e peças utilitárias de artistas como Marc Chagall, Vassili Kandinski, Vladimir Tatlin e Aleksandr Rodchenko, a exposição não se centra apenas no período da radicalidade das criações artísticas russas do início do século 20, especialmente, próximo a 1917, o ano da Revolução Bolchevique - a utopia da vanguarda russa era criar algo nunca feito antes. A mostra, como diz Athayde, perpassa "toda uma sensação de mudança", tanto antes do auge (desde o fim do século 19) quanto depois (a chegada da década de 1930), quando o regime de Stalin barrou tudo em prol do realismo socialista propagandista, que seria a única arte permitida na União Soviética até os anos 80.

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