Utilizar o FGTS é uma boa opção

O comprador que optou por financiamentos mais longos pode sacar, a cada dois anos, os recursos do FGTS para abater o saldo devedor.Entretanto, há algumas regras a seguir. O resgate só pode ser feito por trabalhadores que sejam cotistas do Fundo há pelo menos três anos. Além disso, é preciso que o comprador tenha um saldo no FGTS equivalente a 12 vezes o valor da última prestação. Ficam impedidos de aproveitar esse benefício apenas os mutuários que tiverem pagamentos em atraso.O uso dos recursos do Fundo na amortização da dívida pode gerar uma grande economia. De acordo com os cálculos de Miguel Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), quem financia um imóvel de R$ 60 mil durante 20 anos pode poupar o equivalente a 34% do valor total do financiamento se utilizar o FGTS para reduzir o débito.Wilson Gomes, consultor da Associação Brasileira de Moradores e Mutuários (ABMM), destaca ainda uma outra vantagem nesse procedimento. "O dinheiro guardado no Fundo rende cerca de 3% ao ano, enquanto os juros cobrados pela Caixa são de, no mínimo, 6%", diz. "Por isso, ao sacar o saldo existente, o trabalhador está fazendo um uso melhor dos seus recursos." Os mutuários também podem usar o 13º salário e a restituição do Imposto de Renda para amortizar a dívida.SIMULAÇÃO COM O FGTSQuem financia um imóvel no valor de R$ 60 mil em 20 anos, no fim do prazo terá desembolsado R$ 170.762,40Nessa simulação, o comprador pagaria 240 prestações de R$ 711,51 O mutuário que pode financiar nessas condições deve ter, no mínimo, uma renda mensal de R$ 2.846Isso significa que, a cada dois anos, o comprador acumulará R$ 5.729,80 na conta do FGTSSe o comprador optar por utilizar essa quantia paraamortizar a sua dívida, terá de conseguir economizarR$ 57.298,80 ao fim do prazoOu seja, o valor total do financiamento cai para R$ 113.463,60Além disso, em vez de 20 anos para se tornar dono doimóvel, o comprador poderá quitar em 13 anos e 4 meses

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