Uma volta ao mundo com a Orquestra Mundana

Carlinhos Antunes mostra canções de influência latina e africana com Badi Assad, Mawaca e Barbatuques

Livia Deodato, O Estadao de S.Paulo

30 de janeiro de 2009 | 00h00

É uma orquestra atípica, composta por um núcleo de seis músicos fixos e diversos convidados que dão o tom do show a cada vez que se apresentam. Se o primeiro álbum, gravado ao vivo no Sesc Pompeia em 2005, pendia mais para a música árabe por terem instrumentistas com essa influência, o show que Carlinhos Antunes com a Orquestra Mundana fazem a partir de hoje ressoa música latino-americana e africana."A Orquestra Mundana é mesmo camaleônica: faz um som diferente a cada vez que nos apresentamos, porque vai de acordo com as experiências e influências dos músicos que convidamos", diz Carlinhos, que acaba de voltar de um festival em Burkina Fasso, na África, onde se encheu de inspiração, instrumentos típicos e realizou intercâmbio musical. "Além do repertório da orquestra, vamos mostrar novas composições de diversos gêneros, de indiana a africana, mas sempre com aquele toque brasileiro."Carlinhos se refere às inéditas Sombras da Romãzeira, um "trabalho imagético" que tem por base o flamenco, e Africanita, que fez em homenagem à sua filha Anita, de 2 anos. Essas são apenas duas das próximas composições que vão ser incluídas no novo álbum do músico, que espera lançar até julho pelo selo francês Daqui.Nas apresentações deste fim de semana, a orquestra também vai ganhar uma estrutura sonora mais erudita, dada a participação especial de três músicos formados na área - o cello de Adriana Holtz, da Osesp, o violino de Luís Amato, professor da Unesp, e a flauta de Celina Charlier, professora da Universidade de Nova York, vão oferecer uma roupagem mais clássica aos shows que ainda contarão com a presença de Badi Assad (hoje), Barbatuques e Paulo Betti (amanhã), Mawaca (domingo) e Simone Sou (nos três dias).As bailarinas flamencas Deborah Nefussi e Úrsula Correia, além de Luizinho Gonzaga, músico e arte-educador que fará intervenções baseadas na obra de Arthur Bispo do Rosário, Beto Angerosa (percussão), Luis Cabrera (saxofones tenor, alto e soprano, e flauta) e Rui Barossi (contrabaixo acústico) completam o time de artistas que prometem oferecer uma viagem em torno da mais refinada música do mundo.Serviço Carlinhos Antunes e a Orquestra Mundana. Auditório Ibirapuera (800 lug.). Av. Pedro Álvares Cabral, s/n.º, portão 2 do Parque do Ibirapuera, telefone 3629-1014. Hoje e amanhã, às 21 h; domingo, às 19 h. R$ 30

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