Um trabalho que compara masoquismoe sadismo

Friedrich Nietzsche dizia ser o filósofo um "médico da civilização". Gilles Deleuze alçou o escritor à condição de filósofo: também o via como médico e não um doente, e a literatura como atividade clínica. Nessa chave, em Sacher-Masoch (tradução de Jorge Bastos) ele analisa elementos da obra de Leopold von Sacher-Masoch (1836-1895), a partir da qual o psiquiatra alemão Krafft-Ebing criou o neologismo masoquismo, numa homenagem a quem descreveu "esse tipo de sentimento de vida". Deleuze compara a obra do escritor austríaco com a do Marquês de Sade. E diz ser equivocada a expressão sadomasoquismo. Para ele, o masoquismo e o sadismo não habitam uma mesma pessoa.

, O Estadao de S.Paulo

27 de junho de 2009 | 00h00

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