Um roteiro bárbaro sobre os bárbaros

Desbravadores usa a cor como se fosse preto-e-branco em combates cruentos

O Estadao de S.Paulo

13 Outubro 2007 | 00h00

Claire Danes é uma estrela que vira mulher em Stardust. Moon Bloodgood é Starfire, a estrela de fogo, em Desbravadores, outra estréia da semana nas telas da cidade. O filme de Marcus Nipel volta-se para o universo da lenda, em choque com a realidade. Logo na abertura, um letreiro informa que na América primitiva, 500 anos antes de Colombo, os vikings tentaram dominar a região, exterminando os nativos. O filme conta a história do que impediu que isso ocorresse.   Assista ao trailer do filme Desbravadores Dois mundos, uma batalha. O herói de Desbravadores é um garoto viking abandonado para morrer e que é adotado pelos índios. Chamado de Fantasma nas tribos, torna-se índio. Desenvolve habilidades que usa contra seus ancestrais. Há quase 50 anos, em 1958, Richard Fleischer fez o clássico Vikings - Os Conquistadores, que arrancou de Cahiers du Cinéma a definição antológica - o cinema contou muitas histórias bárbaras sobre os civilizados, mas aquela era uma raridade, um filme civilizado sobre os bárbaros. Desbravadores é agora um filme bárbaro sobre os bárbaros, bem ao gosto da época. O diretor Nispel veio do videoclipe e da publicidade. Sua obra faz parte da coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York. Ele trabalha a cor como se fosse preto-e-branco, investindo nas texturas. Conan é fichinha perto do desbravador Fantasma.

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