''''Um retorno tão aguardado quanto o dos Beatles''''

Sou um dos milhares de fãs que vai ver o Police pela primeira vez. Da outra vez eu perdi. Foi em janeiro de 1982, no Maracanãzinho. O público foi minguado e dizem que o som estava péssimo.Nós vamos abrir o show deles desta vez. É uma grande honra, porque sempre fui louco pelo estilo de Stewart Copeland. Antes mesmo de a gente ser convidada, as pessoas já davam como certo que nós iríamos abrir. Nós hesitamos um pouco, porque fazia muito tempo que a gente não abria shows de grupos estrangeiros, mas é o Police. Acho que a última vez foi durante o primeiro Hollywood Rock, em 1988.Acho que a volta deles se deu por uma série de fatos. Primeiro, porque não são malucos de negligenciar o retorno comercial de um projeto como esse. Segundo, porque há uma quantidade gigantesca de fãs que ficaram com uma sensação estranha, como num limbo - afinal, foi tudo muito efêmero, o Police foi um verdadeiro rastilho de pólvora, fazendo uma música um pouco avant-garde para sua época.E agora voltam. Tem o apelo nostálgico, mas ao mesmo tempo eles têm grande importância pelo que representaram em sua época. É uma redenção para os fãs. Para eles, a volta do Police era algo tão aguardado quanto foi a dos Beatles, que não aconteceu.João Barone é o baterista do grupo Paralamas do Sucesso, um dos instrumentistas mais influenciados pelo grupo inglês The Police

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