Um novo sexy em construção

Quem não acompanha o mundo da moda pode estranhar ver Sarah Kawasaki, de 28 anos, como estilista da Huis Clos. Faz um ano que Clô Orozco passou o bastão de sua Huis Clos para ela. Formada pela Santa Marcelina, começou na marca como assistente há seis anos e, no período à frente da grife, soube manter a sua imagem sofisticada. Agora, ela avança e propõe novas formas (mais justas) e comprimentos (curtos e mínis) e até uma atitude antes não tolerada pela marca: a mulher sexy. Ao ver o look escolhido com exclusividade para o Estado, você deve estar duvidando disso. É que Sarah preferiu ressaltar o lado arquitetônico dos ombros. Já as calças ganham três formas diferentes. "Pensei numa mulher forte, em contraponto com o passado que teve uma delicadeza, uma coisa meio lúdica. É mais sexy." Essa referência fica mais clara no painel de seu ateliê, onde fotos clássicas mostram o smoking, seja no clique de Helmut Newton ou na provocante imagem da atriz Marlene Dietrich com seu cigarro. Na coleção, poucas cores (preto, cinza e cru) e muitos tecidos e texturas. "Há peças que juntam mais de três tecidos, com muitos recortes." A pele sintética traz a mensagem de glamour, enquanto o toque masculino aparece nos trench-coats e mantôs, como mostram outras fotos do painel: a do soldado com seu pastor alemão ou a do rapaz com uma t-shirt - sim, as camisetas serão bem importantes. A crise mundial trouxe cautela à equipe. "Até o cenário vai ser mais simples," conta. "Por ser uma empresa média, sempre estivemos perto da cliente da loja e agora ainda mais para ter certeza do que ela busca." Além disso, houve ajustes na produção: mantiveram o número de modelos da coleção, mas vão diminuir a grade (opções para cada tamanho) e a oferta de peças mais conceituais. "É algo suave porque, afinal, vendemos sonhos e precisamos despertar esse desejo", acrescenta Sarah.

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