Três Vezes Guilherme Weber

TONY (DA COR DO PECADO, 2004) - "Meus padrinhos na televisão foram a (diretora) Denise Saraceni, a (autora) Maria Adelaide Amaral e o (autor) Silvio de Abreu. O Silvio me viu no teatro em A Morte de Um Caixeiro Viajante e sugeriu meu nome para a novela Da Cor do Pecado, a primeira do João Emanuel Carneiro, dirigida pela Denise. A Maria Adelaide já tinha me convidado para A Casa das Sete Mulheres e, depois, para Um Só Coração, mas eu estava empenhado em algumas datas de teatro. Ficamos muito tempo querendo trabalhar juntos, mas eles respeitaram e até acharam louvável a minha dedicação ao teatro."BENNY (QUERIDOS AMIGOS, 2008) - "A minissérie Queridos Amigos teve um esquema de trabalho atípico para a televisão, e muito parecido no teatro. A (diretora) Denise Saraceni e a (autora) Maria Adelaide achavam que os atores que viviam aqueles amigos deveriam ter um campo energético, uma atmosfera de intimidade, que saltasse no vídeo. Antes de começar os ensaios, passamos um bom período fazendo uma vivência de personagens - chegamos a cozinhar no cenário. Nunca tinha vivido isso na televisão. Nos tornamos mesmo muito amigos, criamos um vínculo. Volta e meia fazemos o que a gente chama de ?encontro queridos amigos?."ARTHUR X (CIRANDA DE PEDRA, 2008) - "Na seqüência do Benny de Queridos Amigos, surgiu o Arthur X de Ciranda de Pedra. Como o Benny, ele não era maniqueísta. Tinha regiões complexas, passava muito pelo tom da comédia, meio Oscar Wilde e dândi. Mas ao mesmo tempo, ele poderia ser lido como vilão - e, às vezes, se comportava como um cafajeste. Foi difícil assumir esse personagem, porque ele poderia confundir-se com o Benny. Eles tinham muitas coisas em comum em termos de trajetória - apesar de um ser um gay assumido e o outro extremamente mulherengo. Foi um prazer fazer essas duas composições e buscar as sutis diferenças entre eles."

Entrevista com

, O Estadao de S.Paulo

22 de dezembro de 2008 | 00h00

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