Três versões teatrais sobre a vida de um filósofo grego

A Morte de EmpédoclesFriedrich HölderlinTradução de Marise M. CurioniIluminuras, 336 págs., R$ 47 Poeta alemão, Friedrich Hölderlin (1770-1843) modificava seus textos à medida que suas formulações políticas, filosóficas e estéticas evoluíam. Na peça A Morte de Empédocles, feita em três versões, ele deslocou o problema individual da culpa de Empédocles (primeira e segunda versões) - da soberba de proclamar-se deus diante do povo - para o âmbito coletivo, onde era visto como redentor da humanidade (terceira versão), justificando assim a morte do filósofo grego no Etna. Hölderlin valeu-se de Empédocles para criticar a Alemanha materialista e tecnicista - afastada dos deuses - onde ele viveu. O poeta acreditou na utopia da renovação do espírito, alicerçada na Revolução Francesa e no amor.

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