Trecho

Estou lendo o romance Martin Eden pela primeira vez em três anos. Agora, depois de ter lido o livro pela primeira vez há quatro anos, posso ver com clareza como foi enorme a influência pessoal desse livro sobre mim, apesar de eu o considerar insignificante como arte. Embora eu tenha lido literatura adulta quando criança (Heavinly Discourse, Os Miseráveis, Tales from Shakespeare), a leitura do livro de London coincidiu com o meu verdadeiro despertar para a vida, assinalado pelo meu início desses diários no final do meu décimo segundo ano de vida. Não existe nenhuma ideia em Martin Eden a respeito da qual eu não tenha uma forte convicção, e muitas de minhas ideias foram formadas sob o estímulo direto desse romance - meu ateísmo mais o valor que atribuo à energia física mais sua expressão, criatividade, sono e morte, e a possibilidade da felicidade!..Para muitas pessoas, o livro do "despertar" é ao mesmo tempo uma grande afirmação - como o Retrato de Joyce - e assim a sua adolescência é cheia de paixão esperançosa (...)

, O Estadao de S.Paulo

22 de agosto de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.