Tom Zé abre hoje no CCBB o ciclo Independência ou Morte

Independência ou Morte, título do evento que toma a partir de hoje os palcos do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112, tel. 3113-3651) não poderia ser mais adequado. No melhor estilo, ''''mudar de lugar ou mudar o lugar?'''', os músicos escalados para o elenco do evento provam que outro caminho é possível. O ciclo de shows, debates, encontros e bate-papos segue de hoje até 23 de outubro, sempre às terças. A lista de quem discute os Outros Caminhos da Música Brasileira (o subtítulo do evento) é digna de nota: Tom Zé, Rappin'''' Hood, BiD, Gork (a banda de André Abujamra e do povo dos Los Pirata), Lu Horta, O Grito, Paulo Padilha e vários outros. Juntos, eles trazem para primeiro plano uma nova forma de produzir cultura e música em um mercado doninado pela ditadura do gosto médio, da música de ''''fácil assimilação'''', da política de resultados. Basta escutar os primeiros acordes de uma canção do Tom Zé para dizer: isso é outra coisa. Hoje, é ele quem abre, às 13 h, a programação. Às 19h30, participa de debates Kid Vinil, Benjamin Taubkin, Carlos Eduardo de Andrade e Alexandre Fontanetti. Com curadoria do baterista, produtor e compositor Rogério Bastos, o Independência ou Morte é mais que programação. É cenário para se fazer também um levantamento da importância artística e econômica da chamada música independente no Brasil. Imprescindível.

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