Direzione dei Musei/ Reuters
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Todas as tapeçarias do artista renascentista Rafael voltam à Capela Sistina

Retorno dos 12 trabalhos integram eventos que marcam o 500º aniversário da morte do artista

Philip Pullella, Reuters

18 de fevereiro de 2020 | 13h42

CIDADE DO VATICANO - Colocar mais obras-primas na Capela Sistina de Michelangelo para fazerem companhia aos afrescos do teto e à parede do Juízo Final pode parecer tão supérfluo quanto acrescentar diamantes às Joias da Coroa.

Mas o criador destas obras-primas é Rafael, contemporâneo e rival de Michelangelo na Renascença, por isso o Vaticano abriu uma exceção durante um período curto.

Pela primeira vez em séculos, todas as 12 tapeçarias criadas por Rafael foram penduradas nas paredes mais baixas da Capela Sistina como parte dos eventos que marcam o 500º aniversário da morte do artista.

“Elas foram concebidas para este espaço, por isso pensamos que era a melhor maneira de lembrar”, disse Barbara Jatta, diretora dos Museus do Vaticano, à Reuters.

As tapeçarias, que foram feitas em Bruxelas pelo famoso estúdio de Pieter van Aelst com base nos desenhos de Rafael, retratam cenas dos Atos dos Apóstolos, como o apedrejamento de Estevão e São Paulo pregando em Atenas.

Na próxima semana, elas estarão de volta na Capela Sistina, onde ficaram entre o momento em que Michelangelo terminou de pintar o teto, em 1512, e aquele em que começou a pintar a grande parede do Juízo Final, atrás do altar principal, em 1536.

Todas as 12, trançadas com seda, lã e fios de ouro e prata, foram restauradas com grande esmero pelo conservadores dos Museus do Vaticano nos últimos 10 anos.

 

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