The Klaxons querem gerar algum ''caos''

Namorado de Lovefoxxx, Simon Taylor diz atitude despojada é trunfo da banda

Jotabê Medeiros, O Estadao de S.Paulo

13 de outubro de 2008 | 00h00

O quarteto britânico The Klaxons é dinamite numa pista de dança tocando apenas... rock. Despertam uma irrefreável vontade de dançar, mas são só umas guitarrinhas, um teclado, uma bateria. Os especialistas já tentaram explicar sua pulsão dance com diversos rótulos, o mais pegajoso deles o de "new rave". Mas de fato o Klaxons não é algo facilmente explicável, embora o vocalista e guitarrista do grupo, Simon Taylor-Davis, tente, em entrevista por telefone. "É como criar o caos a cada novo show. Você há de concordar comigo que é muito chato ver bandas fazendo pose no palco, caras fazendo pose de sérios e repetindo clichês de rock. Nós só tentamos deixar as pessoas tão animadas quanto nós mesmos estamos", ele diz.Simon é o namorado da cantora brasileira Lovefoxxx, vocalista da banda Cansei de Ser Sexy, e diz que a relação anda "maravilhosa", embora escassa. "Bom, é porque ela está em turnê de um lado do mundo e nós estamos do outro lado. Estivemos na China e na Coréia. Temos nos visto muito pouco. Mas está tudo ótimo", afirmou o guitarrista, que já veio a São Paulo três vezes, segundo conta.A cidade terá um privilégio: ouvirá em primeira mão quatro canções do seu próximo disco dos Klaxons, o sucessor de Myths of the Near Future (que ganhou o Mercury Prize no ano passado), que está praticamente pronto, afirmou o músico. "São canções mais barulhentas, mais agressivas. É mais rock, menos dance. Também têm uma complexidade melódica maior", revelou. Uma cover que eles andaram gravando, do grupo Suicide, ele explicou que é apenas uma compilação.The Klaxons é um dos maiores fenômenos recentes da música britânica. Há dois anos apenas, gravaram seu primeiro single, Gravity?s Rainbow, com uma prensagem de apenas 500 cópias. Um radialista se interessou e eles viraram hype. "Musicalmente, somos muito jovens. Não estamos tentando fazer nada muito experimental. Apenas manter a atitude básica", afirmou Simon.

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