Tela autodestruída de Banksy será exposta na Alemanha

Tela autodestruída de Banksy será exposta na Alemanha

'Love is in the bin' foi parcialmente danificada após ser comprada por € 1,2 milhão em leilão em Londres

AFP, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2019 | 20h54

A tela do artista britânico Banksy que se autodestruiu parcialmente em um leilão em outubro será exibida durante um mês, a partir de hoje, 5, em um museu de Baden-Baden, no sudoeste da Alemanha.

O artista de rua causou sensação em 5 de outubro, quando fez com que uma obra dele ficasse parcialmente triturada instantes depois de ter sido vendida em um leilão na casa Sotheby’s de Londres por €1,2 milhão.

A obra, tal como está depois de sua parcial destruição, será apresentada pela primeira vez ao público até 3 de março no Museu Frieder Burda. “Esperamos que ela desperte grande interesse, em particular entre os jovens”, disse Henning Schaper, diretor da instituição. Para ele, a exposição de Love is in the bin deve participar de um “democratização consequente da arte”.

A obra saiu para leilão em Londres. Seu autor colocou um mecanismo na espessa moldura dourada que permitia rasgar a tela Girl with Balloon, uma reprodução em acrílico e aerossol de uma de suas pinturas mais conhecidas, de 2006.

“Em segundos, a obra se tornou uma das mais famosas do mundo, e isso em um mundo submerso pelas imagens”, destacou o Museu Burda.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

. "The urge to destroy is also a creative urge" - Picasso

Uma publicação compartilhada por Banksy (@banksy) em


Segundo Banksy, cuja identidade segue sendo um mistério, a casa de leilões não estava sabendo que a obra ia se autodestruir.

O artista, que depois rebatizou a obra como Love is in the bin, alegou que a destruiu para denunciar a “mercantilização” da arte.

A compradora, que segundo a Sotheby’s é uma colecionadora europeia, disse ter se sentido “chocada no início”. “Mas aos poucos me dei conta de que iria possuir um pedaço da história da arte”, explicou em um comunicado – e decidiu conservá-la.

Contactada pelo Museu Burda, aceitou emprestá-la, seduzida pelo projeto do museu, que prevê acompanhar a apresentação da obra com um simpósio sobre Banksy.

Para o influente semanário alemão Die Zeit, a exposição de uma obra de Banksy em um museu prestigiado como o de Baden-Baden não era esperada.

“Nunca (...) a estrela da ‘street art’ (...) quis que expusessem as suas obras em um museu tradicional”, escreve o Die Zeit. E acrescenta: “Banksy acaba onde não queria ir: ao museu da alta cultura”.

 

Tudo o que sabemos sobre:
Banksy

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.