Som e imagem do sertão do Cariri

Sesc Ipiranga abriga festival das diversas artes produzidas no Ceará

Ubiratan Brasil, O Estadao de S.Paulo

21 de maio de 2009 | 00h00

Parece brincadeira, mas o meninos da banda de lata Os Cabinha são levados a sério. Com idade média de 12 anos, eles batucam em panelas e fingem tocar guitarras de madeira, imitando seu som. Tão originais que entusiasmaram Marcelo Camelo, que se apresenta com eles durante o projeto Ser Tão Cariri, que abre hoje, no Sesc Ipiranga.Até 28 de junho, a unidade vai abrigar uma programação com diversas linguagens artísticas, propondo uma viagem pelas tradições, culturas, histórias e memórias que refletem a riqueza da cultura popular do Cariri. Especialmente da cidade de Nova Olinda, onde a Fundação Casa Grande se destaca como polo de educação e integração social de jovens. Os cabinhas (termo usado para moleque) vêm de lá e, no Sesc, apresentam-se no sábado, 20 horas, ao lado de Camelo - ídolo dos moleques, Malu Magalhães deverá aparecer.Quando se aproximam dos 20 anos, os cabinhas deixam a banda de lata para tentar vaga no grupo Abanda, cuja atual formação também se apresenta no festival - amanhã, às 21 horas. São jovens e talentosos instrumentistas que tornam universal o som que captam do sertão do Cariri.No domingo, às 18 horas, o destaque fica para grupo Cordel do Fogo Encantado que une música, literatura e dramatização inspirada na tradição poética nordestina, como a obra de Patativa do Assaré. O poeta também será lembrado por Rappin?Hood, Marcelino Freitas e Moreira de Acopiara, no sábado, dia 30. ServiçoSer Tão Cariri. Sesc Ipiranga. Rua Bom Pastor, 822, 3340-2000. 8h/ 21h; sáb. e dom., 9h/ 17h. Até 28/6

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.