Só para mulheres

Sem palavrão, falta maldosa ou bate-boca, o jogo nem parece uma pelada. Mas não faltam lances surpreendentes no futebol das meninas

, O Estadao de S.Paulo

29 de janeiro de 2009 | 00h00

Imagine uma partida com todas as qualidades do bom futebol: jogo técnico, com lances bonitos e dribles desconcertantes. Não se trata, porém, de Campeonato Paulista nem de Brasileirão. As protagonistas, neste caso, são as (belas) meninas que se reúnem toda segunda-feira, às 23h, no Sport Clube Vila Mariana."Uma amiga chamou outra, que acabou ligando para outra e, no fim das contas, a maioria era gente que eu nem conhecia", diz a fisioterapeuta Érica Ota, 24 anos, que começou a organizar o jogo há dois anos - e que agora é responsável por cobrar o aluguel da quadra das amigas. A pelada das meninas tem algumas diferenças em relação à dos rapazes - mas isso não tem a ver com falta de técnica. No futebol feminino, o contato físico é menor, elas sempre miram a bola (em vez do corpo da adversária) e não há agressões. "Em dois anos, nunca teve briga", jura a atacante Silvia Favaretto.Como os homens, porém, elas também têm de tomar cuidado para não levar uma bolada em regiões sensíveis do corpo. "No peito dói, mas nem sinto, na hora. O complicado é bolada no rosto ou na barriga", diz a goleira Marcela Otani. Há uma tradição, no entanto, que não muda, seja no jogo entre homens ou mulheres: a cerveja depois da partida. "A confraternização costuma ir até de madrugada", diz Érica.Você não precisa, porém, arriscar-se em uma partida séria se também quiser jogar: vá à página 18 e veja onde praticar sem ter de lamentar os passes errados.

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