Sérgio Mendes preferiu desfilar seus sucessos internacionais

Antecedido pela apresentação da música ''afropéia'' do grupo Zap Mama, da congolesa Marie Daulne, o show de Sérgio Mendes, no sábado, foi uma reprise dos sucessos internacionais dele. Nos EUA, onde ele vive há cerca de 40 anos, Sérgio é sinônimo de bossa nova, mesmo que puristas torçam o nariz para a tradução que ele faz do gênero mais reconhecido de MPB. Liderando uma banda com seis músicos e três vocalistas, Sérgio tinha na platéia um público fã das interpretações que deu a canções de duplas como Jobim e Vinícius, João Donato e Guarabira, Dori Caymmi e Nelson Motta.Mas até os ''estrangeiros'' não parecem ter gostado da guinada dele para o hip-hop, iniciada no disco Timeless (2006) com a parceria de will.i.am, do grupo Black Eyed Peas, e repetida em Enchantment. No show, as versões de A Rã, de João Donato, e The Look of Love (um dos hits de Sérgio Mendes e Brasil 66) tiveram a participação do rapper H2O. Não houve vaia, mas muitos cinqüentões levantaram as mãos e botaram o polegar para baixo. A redenção veio no bis, quando o público levantou para dançar com Mas Que Nada (Jorge Ben) e Tristeza (Haroldo Lobo e Niltinho).Mendes vai fazer turnê por mais cinco cidades americanas, além de Toronto, Milão e Roterdã. Após cinco anos fora dos palcos brasileiros, João Gilberto deve comemorar os 50 anos da bossa nova com quatro shows dentro da programação Itaúbrasil (dias 14 e 15 de agosto, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo; dia 24 de agosto, no Teatro Municipal, no Rio; e dia 5 de setembro, no Teatro Castro Alves, em Salvador). Em novembro, canta no Japão.

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