Seminário faz radiografia do cinema mundial

No Reserva Cultural, mostra e análise de críticos, produtores e pesquisadores traz panorama da área no Brasil e no exterior

Flávia Guerra, O Estadao de S.Paulo

01 de dezembro de 2007 | 00h00

A conclusão já entrou para a lista de clichês quando se fala em ocupação das salas de cinema do País por filmes nacionais: o circuito está tomado pelo cinema norte-americano.Competir com o apelo, e a qualidade, dos filmes de Hollywood é tarefa hercúlea, mas não é exclusiva dos cineastas brasileiros. Em praticamente todos os países, os blockbusters dominam a área. Mesmo assim, as cinematografias nacionais resistem. França, Japão, Índia, Coréia, por exemplo, conseguem driblar a concorrência e chegar a taxas consideráveis de ocupação de suas salas. São discussões e observações como esta que pretende levantar o Seminário Panorama do Cinema Mundial, que será realizado hoje e amanhã no Reserva Cultural.O encontro reúne críticos, professores e pesquisadores da área, que se unem aos fãs de cinema para analisar a produção cinematográfica de 26 países. ''''Tudo começou quando eu e a Maria do Rosário Caetano (uma das idealizadoras do Panorama) conversávamos sobre o tema. Isso porque a Cahiers du Cinéma lançou em maio, durante o Festival de Cannes, o Atlas do Cinema Mundial, que tratava disso'''', conta o distribuidor Jean-Thomas Berardini, do Reserva Cultural.A maratona começa cedo, às 9h30, com Walnice Nogueira Galvão, que traz o cinema da Rússia para o primeiro plano. Em seguida, Alessandro Giannini e Marcelle Guerra refletem sobre a atual produção italiana. Às 10h10, O Cineclube Equipe conta para o público o que é o cinema tailandês. O Japão ficou a cargo do crítico Inácio Araújo. O diretor Carlos Reichenbach entra em cena em seguida, às 10h50, para falar do cinema belga. A manhã é encerrada com o cinema romeno, por Cleber Eduardo. Após pausa, a discussão continua com o cinema da Alemanha, por Christian Petermann; Nigéria e Hollywood, por Bruno Mangani; França, pelo crítico do Estado Luiz Zanin Oricchio; Brasil, por Pedro Butcher; Irã, por Ivonete Pinto e Argentina, por José Geraldo Couto. As discussões continuam amanhã e serão encerradas às 14 horas, por Maria do Rosário Caetano, que fala do cinema mexicano. Além do seminário, o Panorama traz mostra dos filmes mais representativos das cinematografias retratadas, selecionados pelos palestrantes. A exibição, que começou dia 26, vai até dia 13.

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