Sem qualquer esperança nas virtudes do homem

O ano era 1787, viviam-se as vésperas da Revolução Francesa. Donatien Alphonse-François (1740-1814), o marquês de Sade, sofria uma infecção nos olhos quando escreveu Os Infortúnios da Virtude, traduzido por Celso Mauro Paciornik. Inaugurava-se ali a saga das irmãs Justine e Juliette, a heroína virtuosa e a libertina perversa. Elas são a simetria do sistema literário do marquês de Sade - uma não existe sem a outra. Representam os extremos de uma narrativa dialógica sobre os poderes triunfantes dos vícios e a fraqueza inevitável das virtudes. Sua mensagem pode ser resumida da seguinte forma: todo virtuoso é infeliz. Sade procura sepultar de vez as esperanças do homem no homem.Os Infortúnios da VirtudeMarquês de SadeIluminuras192 págs., R$ 38

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