Sem medo de voar alto

Direto da fonte

O Estadao de S.Paulo

23 Outubro 2007 | 00h00

A TAM conseguiu voar pelas várias crises da aviação civil brasileira capitaneada pelo comandante Rolim. Desta vez, quem a pilota na atual crise de infra-estrutura é a filha dele, Maria Cláudia Rolim (muito parecida com o comandante), presidenta do conselho de administração da empresa. Avessa a entrevistas, Maria Cláudia conversou com esta coluna com a condição de falar apenas sobre o futuro da empresa. E deixou clara a sua meta prioritária: quer ver a TAM retomar, até dezembro, a qualidade de atendimento pela qual se tornou conhecida. Qual o foco da TAM depois do acidente ocorrido em julho? Nossa prioridade absoluta é o passageiro e o atendimento às famílias das vítimas. Mas, paralelamente, queremos retomar a qualidade do atendimento perdida. Estou, juntamente com Marco Bologna, pessoalmente envolvida nisso. As frentes de trabalho são inúmeras mas precisamos recuperar o espírito do servir, marca registrada da empresa, que meu pai administrava tão bem. E como vocês planejam chegar lá? Criamos um grupo de trabalho envolvendo as diretorias de todas as áreas e as vice-presidências. Sou sponsor do projeto e, juntamente com o pessoal da área de treinamento, estamos buscando novos conceitos, tanto nos programas gerenciais como nas linhas de frente. Queremos modelos que possibilitem maior agilidade nas informações para o passageiro. Se um vôo está atrasado, o atendente do check-in tem que ter todos os detalhes, para poder repassar as informações a quem viaja. Por que a TAM perdeu qualidade? Crescimento muito rápido. Em 2001, tínhamos 7 mil funcionários, hoje temos 19 mil. Com esse crescimento geométrico, é inevitável alguma perda de qualidade. Além disso, tivemos dificuldades em manter nosso programa de treinamento. E esse crescimento não foi só nosso. No ano passado, o setor aéreo cresceu 22%, em meio a muita concorrência e a uma forte guerra de preços - o que levou a confundir corte de custos com corte de qualidade de atendimento. Vamos agora retomar a essência da TAM, que sempre foi o espírito de servir. E dá para conciliar custo com serviços? Dá sim. Atender bem as pessoas e dar informação aos passageiros não custa mais. O que custa é eu ter que oferecer uma bandeja maior, uma comida diferente. Mas informar se o seu vôo está no horário, a que horas vai sair, não deixar o passageiro órfão no aeroporto, isso é a missão da TAM. E vamos voltar a cumpri-la. Qual o prazo para este treinamento? Dezembro. Já será alta temporada e temos que estar bem mais estruturados para atender os nossos passageiros. Moldura A quarta-feira de Aécio Neves vai ser dedicada às artes. O governador de Minas faz um passeio guiado no pavilhão Inhotim, onde fica a coleção de arte contemporânea de Bernardo Paz, em Brumadinho, MG. Os conselheiros da Inhotim - Rubens Barbosa, José Mindlin e Rubens Ricupero - acompanham a incursão artística do governador mineiro. Pão de Açúcar Erra, o ministro Guido Mantega, ao acusar o FMI, como fez semana passada, de não conhecer o Brasil. Sem alarde, Rodrigo de Rato, ainda dirigente do Fundo, comprou apartamento no Rio de Janeiro. E discretamente, sem o governo Lula saber, tem vindo ao Brasil, periodicamente, para cuidar de interesses, diríamos assim, particulares. Body Jump Em 20 anos, 700 políticos mudaram de partido no Congresso brasileiro - 195 deles no governo Lula. Pior. Esses mesmos puladores trocaram de partido 345 vezes. A conta é do sociólogo Celso Roma, que compara: nos EUA, em um século e meio, isso foi feito por apenas 72 políticos. A diferença não está só nos números. Aqui se troca de legenda por cargos, verbas ou tempo na TV. Nos EUA a mudança acontece por divergências sobre princípios. De passagem O empresário Carlos Gutierrez, que "está" secretário de Comércio dos EUA - ele deixa o governo Bush até dezembro - desembarca estes dias no Brasil. Na agenda, contatos com o presidente Lula e com empresários, em Brasília e São Paulo. Pé de vento Até tempestade de vento está atrapalhando Congonhas. Na noite de domingo, vários vôos da Ponte Aérea retornaram ao Rio, sem previsão de saída. A explicação dada era de que só poderiam pousar em Cumbica após as 23 horas. Cadê o ministro Nelson Jobim? Bolso costurado As empresas alemãs com sede no Brasil estão mesmo operando a todo vapor. Das mais de cinqüenta contatadas pela diretoria da Pinacoteca do Estado para apoiar a mostra do artista plástico Kurt Schwitters, só três aceitaram colaborar. Entre os diversos "nãos" que Marcelo Araújo - o diretor da Pinacoteca - levou, um dos empresários justificou: sua operação estava em plena capacidade e não era necessário nenhum tipo de divulgação... Nada como um dia após o outro. Passo atrás? Em recente passagem pelo Brasil, Lord Levene, presidente do Lloyd?s de Londres, deixou claro para o ministro Guido Mantega sua decepção com as normas recém-apresentadas pela Susep para o setor de resseguros. Segundo ele, aprovadas como estão, será um retrocesso, já que fica mantido um certo viés de reserva de mercado. Ainda há tempo de mudar. Aloprados Uma parte importante do dossiê Vedoin virou história. Por unanimidade, o Conselho Superior do Ministério Público paulista arquivou o inquérito que acusava a fundação Unitrabalho de financiar a operação. Para quem não se lembra, foi aquela operação que, nas vésperas das eleições de 2006, tentou queimar os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin - e cujos líderes, todos ligados ao PT, o presidente Lula chamou de aloprados. Sem muvuca O réveillon está longe, mas a briga por espaço já corre solta nas praias de Alagoas. O Ministério Público do Estado acaba de conseguir, na Justiça, a proibição de tendas, barracas, mesas ou cerquinhas nas areias de Maceió e vizinhanças, para garantir a livre circulação de todos. Cadeiras, tudo bem, decidiu o juiz Leonardo Resende Martins. A iniciativa faz sentido. Nos últimos anos, tinha gente pondo mesa para alugar em toda parte. DEPOIS DO SIM: No seu casamento com Michael Klein na pousada Estrela D?Água, em Trancoso, Maria Alice Pereira passou por uma transformação geral. Cortou o cabelo, trocou o vestido e foi uma das mais animadas no show-surpresa de Vanessa da Mata. A bênção dos noivos foi sob uma chupá rústica especialmente montada por Chris Ayrosa, bem de frente para o mar. De São Paulo, partiram dois caminhões com velas e um só com orquídeas. As carretas ficaram entaladas nas estreitas passagens por mais de 12 horas, até chegarem ao local. Impressão Digital Naomi Campbell e Flavio Briatore Flagrada pelo fotógrafo Paulo Pinto, com seu antigo namorado Briatore no GP do domingo, Naomi Campbell pilotou, mal humorada, feijoada ao lado de Ana Paula Junqueira. A modelo, que veio como repórter especial da GQ inglesa, para uma matéria especial com o piloto Lewis Hamilton, voltou para a casa sem a capa da revista. O clima de decepção no box da McLaren impediu o bom desempenho do trabalho. Nafrente Carlos Slim Filho, Emílio Botín, presidente do Santander, e Johan Eliasch, dono da Head, jantaram sábado na suíte presidencial de Alejandro Agag, sócio de Flavio Briatore, dono da escuderia Renault. As conversas não se resumiram à Fórmula 1. De mansinho, Athina Onassis deu um rasante em São Paulo no fim de semana. Ao lado do marido Doda Miranda, chegou à cidade para o batizado de Julia, filha de Cris Baumgart Novaes, uma de suas madrinhas de casamento. Totalmente despercebida entre as "beldades" da Fórmula 1, circulava pelos boxes a duquesa Sarah Ferguson. Até parece milagre. A falência da Fazenda Reunidas Boi Gordo está andando. O primeiro leilão referente a três fazendas da massa falida será realizado dia 6 de dezembro. No Hotel Renaissance. Nathália Bellizia será a primeira mulher, em quatro anos, a levar o prêmio Revelação em Finanças Ibef SP/KPMG. O anúncio será feito durante almoço, hoje, no Hilton Morumbi, com a presença de David Feffer, presidente da Suzano Holding, e do economista Roberto Macedo. Tudo indica que o mercado financeiro já se conformou que o Banco Central não vai mais reduzir a taxa de juros este ano. A Pesquisa Focus, do BC, desta semana mostrou consenso: acreditam que o ano fecha com a Taxa Selic em 11,25%. Até a semana passada, a previsão majoritária era de 11%.

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